Marina expressa consternação com STF e defende “reforma do Judiciário”
A candidata ao Senado por São Paulo falou sobre a criação de mecanismos de autocorreção e de um código de ética para magistrados
A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) afirmou na terça-feira, 15, ter acompanhado “consternada” à sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que avaliava a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.
No X, a ex-ministra defendeu uma “ampla reforma do Judiciário”, com a criação de mecanismos de autocorreção e de um código de ética para magistrados.
“Acompanhei consternada à sessão do STF no dia de hoje. Temos a sensação de que parte daqueles que deveriam dar sustentação à Constituição e aos interesses da sociedade empurram a instituição para o abismo. Me somo à ministra Cármen Lúcia em seu pedido de desculpas ao povo brasileiro por este momento profundamente triste que a Suprema Corte atravessa.
É urgente uma ampla reforma do Judiciário que impeça novas crises como a que enfrentamos, com a criação de mecanismos de autocorreção e de um código de ética para magistrados.
Reafirmo minha defesa de que todos os envolvidos no caso Master, ministros ou candidatos, sejam investigados, sem nenhuma exceção, pois ninguém está acima da lei.
A 20 dias da eleição, o Brasil precisa saber da verdade para fazer sua escolha.”
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Pedido de vista
O ministro Flávio Dino, do STF, pediu vista no julgamento do processo contendo o relatório da Polícia Federal (PF) com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes.
Assim, o julgamento foi suspenso.
O pedido foi feito após bate-boca entre André Mendonça e Gilmar Mendes.
Dino argumentou que estavam em uma sessão “desastrada”.
Com o pedido de vista, tecnicamente, o placar no plenário está em 4 a 3 pela rejeição da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes contra o rito de tramitação do processo. Dino havia votado acompanhando Gilmar, mas o pedido de vista substitui seu voto.
Votaram contra a proposta de Gilmar os ministros Fachin e André Mendonça. Depois do pedido de vista de Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos, acompanhando Fachin também.
Fachin defendeu que as Petições 16.662 – que traz o relatório com as mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes – e 16.704 – aberta pelo presidente do STF para apurar possíveis irregularidades na condução de investigações da PF envolvendo autoridades com foro na Corte – continuem tramitando separadamente.
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