Márcio Coimbra na Crusoé: Soberania pragmática
Uma nova era para a política externa brasileira
A ideia de que as relações internacionais pertencem exclusivamente aos gabinetes de Brasília e sua aristocracia burocrática acaba de prescrever.
Por décadas, a política externa brasileira foi tratada como um apêndice teórico, distante das urgências reais do país.
Esse diagnóstico ruiu perante o dinamismo do século 21.
Hoje, a fronteira entre decisões domésticas e disputas globais deixou de existir: a capacidade do Brasil de gerar empregos, atrair capital e proteger seu setor produtivo é determinada pelo seu posicionamento geopolítico.
Da oscilação no preço dos fertilizantes no Centro-Oeste à atração de investimentos em infraestrutura, o cotidiano do cidadão e a estabilidade das instituições dependem do rumo que Brasília adota no tabuleiro internacional.
O Brasil compreendeu que diplomacia não é retórica, mas vetor de renda, segurança e prosperidade. Isso trouxe a política externa para o centro do debate eleitoral.
Está claro que, em um mundo moldado pela rivalidade entre potências, o isolamento, a volatilidade reputacional e o amadorismo ideológico cobram um preço alto.
Para recolocar o país no trilho da eficiência, a prioridade é estancar a incerteza e purgar a condução internacional de…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)