Malafaia sai em defesa de Sóstenes após operação
Pastor afirmou que "inventaram uma operação" contra o aliado por se "levantar" contra Moraes e Lula
O pastor Silas Malafaia saiu em defesa do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, alvo da Operação Galho Fraco, da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta, 19.
Malafaia afirmou que “inventaram uma operação para pescar coisa” devido à atuação do parlamentar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governo Lula.
“Isso é mais uma prova de que estamos a caminho da Venezuela. Querem calar todo mundo que se levanta contra Alexandre de Moraes e o governo Lula. Eles querem calar. Gente, que país é esse?! O líder do maior partido da oposição. Inventam uma operação para tentar pescar coisa para ver se incriminam o cara. Porque Sóstenes tem sido um gigante. Tem batido duro no Alexandre de Moraes e no governo”, disse ao Metrópoles.
A decisão de Flávio Dino
Na decisão em que determinou busca e apreensão contra Sóstenes e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), cumprida hoje pela PF, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, disse haver “indícios robustos“ de que Sóstenes e Jordy teriam desviado recursos da cota parlamentar por intermédio de servidores comissionados, usando empresas.
Na casa de Sóstenes, os agentes encontraram cerca de 400 mil reais em dinheiro vivo.
Segundo o ministro, a investigação da PF apontou possível prática de lavagem de dinheiro, conhecida por “smurfing”, mediante o fracionamento de saques e depósitos em quantias não superiores ao valor de 9,999 mil reais; indícios de utilização de cota parlamentar para pagamento de despesas inexistentes ou irregulares; trechos de conversas de WhatsApp que sugerem pagamento “por fora” por parte dos investigados; indícios de utilização de empresas de fachadas para a prestação de serviços que foram pagos com cota parlamentar; e elevadas movimentações financeiras, de vários investigados, possivelmente ligados aos dois deputados federais, sem identificação da origem dos recursos.
Além disso, elementos indiciários de que os deputados teriam desviado recursos da cota por intermédio dos servidores comissionados Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana, utilizando, para sucesso da empreitada, empresas como a Harue Locação de Veículos LTDA ME e a Amazon Serviços e Construções LTDA.
“O pedido da Polícia Federal [de buscas e medidas cautelares], amparado em Relatórios de Inteligência Financeira e nas diversas conversas extraídas de celulares dos investigados, revela a existência de indícios robustos, bem como demonstra a imprescindibilidade das medidas requeridas para continuidade da investigação”, pontuou o ministro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Fabio
19.12.2025 20:37Mas no mérito das provas não vai, né?
Maglu Oliveira
19.12.2025 16:44Eu me pergunto o que esse Mal(dito) tem que se intrometer em política. Já não basta que ele tem os trouxas que dão dinheiro pra ele na igreja para enganar, quer também enganar os eleitores? FDP! Que o Diabo o carregue para os quintos dos infernos!!!!
Márcio Roberto Jorcovix
19.12.2025 16:43A operação pode ter sido inventada mas os R$400.000 em dinheiro não. Resumo da ópera: tem culpa no cartório