Magno Malta promete renunciar se houver prova de agressão em hospital
Técnica de enfermagem afirma ter sido agredida com tapa e chamada de “imunda” por senador durante exame no DF Star
O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que renunciará ao mandato caso imagens confirmem a acusação de agressão feita por uma técnica de enfermagem durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília.
O parlamentar está internado desde quinta-feira, 30, após sofrer um mal súbito no Congresso Nacional.
“Se encontrar algum vídeo meu batendo no rosto da enfermeira, quebrando o óculos dela, eu renunciou o meu mandato”, disse Magno Malta na gravação, divulgada neste sábado, 2.
A técnica de enfermagem, de 27 anos, afirma que o senador a agrediu com um tapa no rosto e a chamou de “imunda” e “incompetente” durante a realização de uma angiotomografia.
Segundo boletim de ocorrência, ela relatou ainda que o golpe chegou a entortar seus óculos e que deixou a sala imediatamente após o episódio.
De acordo com o registro policial, o incidente ocorreu após uma falha no procedimento de contraste, que teria causado extravasamento do líquido no braço do parlamentar.
Senador nega agressão
Magno Malta nega a acusação e afirma que reagiu a dores provocadas por erro no procedimento.
O senador e sua equipe afirmam ainda que pretendem pedir investigação completa, com acesso a imagens de segurança e perícia.
Ele disse também que estuda medidas judiciais e eventual ação por danos morais.
No sábado, Malta também revelou ter registrado um boletim de ocorrência no qual declarou que “em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”.
O senador também afirmou que a técnica teria cometido erro na aplicação do contraste e disse que o caso seria uma “perseguição” e uma “guerra espiritual”.
O Hospital DF Star informou que abriu apuração administrativa e presta apoio à funcionária que denunciou a agressão.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o caso e afirmou que “nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”.
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