Técnica de enfermagem acusa Magno Malta de agressão
Boletim de ocorrência relata tapa e xingamentos; senador nega
Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência após relatar agressão física e verbal do senador Magno Malta (foto) durante um exame no Hospital DF Star.
O caso teria ocorrido na quinta-feira, 30, quando o parlamentar estava internado após um episódio de pressão baixa.
Segundo o relato à Polícia Civil do Distrito Federal, a profissional preparava o senador para a aplicação de injeção de contraste quando houve uma intercorrência no procedimento. Ao retornar para verificar o problema, ela afirmou ter sido atingida no rosto.
De acordo com o boletim, após informar que seria necessária uma compressão no braço, o senador teria reagido com agressão. A técnica também relatou xingamentos durante o episódio.
“A vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele”, diz boletim.
Ainda de acordo com o boletim, a técnica afirmou que, ao informar o senador que precisaria fazer uma compressão em seu braço, ele se levantou e, “quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”.
O hospital informou que abriu uma apuração interna e que presta apoio à funcionária. A unidade também disse estar à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Senador nega
O senador nega a acusação e atribui o caso a uma falha técnica no exame.
Em nota, afirmou que alertou diversas vezes sobre dores intensas durante o procedimento e que a aplicação do contraste teria sido feita de forma incorreta.
“A responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco a integridade física do paciente”, diz a defesa.
Malta também contestou a versão da profissional e negou agressão.
“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”, afirmou.
A defesa do senador avalia medidas judiciais e afirma que houve “grave distorção dos fatos”, alegando que a reação ocorreu em meio a dor intensa causada pela intercorrência no exame.
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Comentários (1)
Annie
02.05.2026 15:58O que levaria uma pessoa simples registrar um BO de agressão contra um Senador da República se nada aconteceu. Ele deve tê-la agredido sim