Lula terá novo “enfoque” no segundo turno, diz presidente do PT
Edinho Silva afirmou que o petista deverá participar do "maior número de debates" possíveis contra Flávio
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 5, que a campanha do presidente Lula (PT) deve mudar o “enfoque” para o segundo turno para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista à GloboNews, Edinho disse que o petista deverá participar do maior número possível de debates contra Flávio.
“Nunca conversamos sobre isso. A questão não é mudar nomes, é mudar enfoque, forma de dialogar com o povo brasileiro (…) Evidente, o segundo turno é uma outra eleição. É uma eleição que pressupõe o confronto direto. Não há como, no segundo turno, fugir desse confronto. Estamos confiantes nesse embate”, afirmou.
“Ele vai aos debates no segundo turno. Não consigo dizer a quantos. Não sei quantos convites vão chegar. Dentro das possibilidades, ele vai ao maior número possível”, acrescentou.
Flávio terminou o primeiro turno com 47% dos votos, enquanto o presidente Lula (PT) obteve 45%.
O filho de Jair Bolsonaro e o petista disputarão o segundo turno em 25 de outubro
Primeiro turno
A disputa presidencial de 2026 chegou ao primeiro turno marcada principalmente pela polarização entre Lula e Flávio.
Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 12 candidaturas à Presidência. A chapa de Pablo Marçal (PRTB), inicialmente apresentada, acabou barrada pela Justiça Eleitoral por problemas relacionados à filiação partidária.
Além de Lula, Flávio e Cury, concorreram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata).
Apesar do número de candidaturas, os levantamentos da reta final mostraram Lula e Flávio concentrando a maior parte das intenções de voto.
A campanha também revelou uma divisão regional pronunciada. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de outubro, Lula aparecia numericamente à frente no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio liderava no Sul e no Centro-Oeste e estava numericamente à frente no Sudeste, dentro da margem de erro.
No Nordeste, Lula tinha 62% contra 26% de Flávio; no Sul, a relação se invertia, com 52% para Flávio e 27% para Lula. No Centro-Oeste, o placar era de 45% a 32% para o candidato do PL.
Os demais presidenciáveis tentaram romper essa concentração. Caiado apostou sobretudo em sua experiência como governador de Goiás, Zema na trajetória à frente de Minas Gerais, enquanto Cury e Renan Santos buscaram espaço fora dos dois principais polos. Ainda assim, nenhum deles chegou à reta final com desempenho nacional próximo ao dos candidatos de PT e PL.
Na última pesquisa AtlasIntel antes da votação, inclusive, uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio aparecia em empate técnico: 50,1% a 49,9% dos votos válidos, com margem de erro de um ponto.
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