Lula reage a pressão dos EUA e diz que Brasil não adotará postura de “vira-lata”
Presidente afirma que governo não aceitará tratamento dado pelos americanos e promete buscar novos parceiros comerciais se houver restrições ao comércio bilateral
O presidente Lula voltou a discursar contra os Estados Unidos na noite desta quarta-feira, 3, ao afirmar que o Brasil não aceitará uma postura de submissão diante de grandes potências e que responderá a eventuais pressões comerciais com a ampliação de parcerias internacionais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula disse que o país abandonou a “política do vira-lata” e ressaltou que o governo pretende manter relações diplomáticas com todos os países, mas sem abrir mão da soberania nacional.
“Nós resolvemos decidir que esse país não adotará mais a política do vira-lata diante das grandes potências”, afirmou.
O presidente também criticou o tratamento dispensado pelos Estados Unidos ao Brasil nos últimos dias e negou que o governo brasileiro tenha se recusado a negociar com Washington.
“Não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana. Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos”, declarou.
Lula afirmou ainda que recursos considerados estratégicos, como terras raras e minerais críticos, permanecerão sob controle do Estado brasileiro. Segundo ele, qualquer interesse externo na exploração dessas riquezas deverá passar por negociação com o governo federal.
“Quem quiser explorar terras raras aqui vai ter que falar com o governo brasileiro”, disse.
No campo comercial, o presidente adotou um tom de enfrentamento ao afirmar que o Brasil buscará novos mercados caso os americanos imponham barreiras aos produtos nacionais.
“Se os Estados Unidos não querem comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar”, afirmou.
Apesar das críticas, Lula sustentou que o governo não pretende aprofundar o conflito com Washington e defendeu a manutenção das relações institucionais entre os dois países, que classificou como históricas.
“Não queremos guerra. Queremos fortalecer a nossa relação institucional com os Estados Unidos”, disse.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Claudemir Silvestre
03.06.2026 19:19O desgoverno LULA-PT sempre esteve associado com ditaduras comunistas, tudo aquilo que os USA reprovam e combatem … então a conta chegou !!! Cade os amiguinhos comunistas ?? China, Cuba, Venezuela, Nicaragua ?? Pede ajuda agira !!!