“Lula prega agressividade, ódio e divisão do país”, diz Caiado após ver vídeos do PT
Governador criticou “guerra de secessão” promovida pelo governo e pelo partido do presidente
O governador de Goiás e pré-candidato do União Brasil a presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o presidente Lula por ter autorizado o PT a divulgar vídeos produzidos por Inteligência Artificial (IA) que colocam brasileiros contra brasileiros.
Em um deles, por exemplo, pessoas pretas e pobres reclamam, em mesa de bar, que um branco rico e engomado iria pagar menos do que elas, mesmo tendo consumido mais. A cena é usada para ilustrar a narrativa de que “os super-ricos pagam proporcionalmente bem menos” impostos “do que a gigantesca maioria”.
“Esses vídeos a que assisti ontem são algo que eu nunca imaginei um presidente da República autorizar, com aquele nível de agressividade e de uma verdadeira guerra de secessão no país.
Fui candidato com ele [Lula] em 1989, quase quarenta anos atrás. De repente, voltar isso de novo? É preocupante. Ao presidir um país, o que você deve fazer é conciliar, é pacificar”, declarou Caiado a jornalistas na quinta-feira, 3.
O governador divulgou um trecho da entrevista nas redes sociais nesta sexta, 4, e escreveu:
“O presidente que foi eleito prometendo pacificar o Brasil agora prega a agressividade, o ódio e a divisão do nosso país.
Governar exige equilíbrio, diálogo e respeito às instituições. O Brasil precisa de coragem e de união, não de confronto.”
A postagem termina com o slogan “coragem para endireitar o Brasil” em forma de hashtag.
Ofensiva do PT nas redes
Nesta semana, em meio à pressão do governo pela manutenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o PT iniciou uma ofensiva nas redes sociais com uso desses vídeos de IA, em uma estratégia que o deputado federal petista Jilmar Tatto (SP) classificou como “o início da pré-campanha” de Lula à reeleição.
O partido reuniu 270 “influenciadores” para orientar a propaganda virtual, que resultou em diversos ataques ao Congresso Nacional como “inimigo do povo”.
O decreto do presidente sobre IOF teve seus efeitos sustados por um projeto de decreto legislativo (PDL) aprovado pelo Congresso Nacional, o que levou primeiro o PSOL e depois a Advocacia-Geral da União a judicializar a questão no Supremo Tribunal Federal.
O AGU Jorge Messias confessou, em entrevista à imprensa, que tratou do caso do IOF com ministros do STF antes de entrar com ação no STF, onde a relatoria do caso acabou ficando com Alexandre de Moraes.
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Comentários (1)
Ita
04.07.2025 14:50Lula é e sempre foi assim. Precisamos de resolver isso em 2026.