Lula faz radioterapia após remover lesão na cabeça
Presidente esteve no Hospital Sírio-Libanês de Brasília na manhã desta segunda-feira, mas seguirá suas atividades sem restrições
O presidente Lula (PT) deu início nesta segunda-feira, 25, a um tratamento com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês. Trata-se de um complemento da retirada de lesão na cabeça à qual ele foi submetido no último dia 24 de abril.
“O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve hoje, 25/05, no Hospital Sírio-Libanês, unidade Brasília. Após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira. O presidente seguirá suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento pelas equipes médicas lideradas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra. Ana Helena Germoglio”, diz o boletim.
A nota é assinada pelo diretor de governança clínica do hospital, Rafael Gadia, e pelo diretor clínico, Volney Vilela.
Em 24 de abril, após Lula passar pela retirada da lesão na cabeça, o cardiologista Roberto Kalil Filho afirmou que o procedimento não atrapalharia a campanha à reeleição do petista.
“A resposta é não. Ele vai voltar à atividade normal daqui a alguns dias, por coerência. Tem uma agenda na segunda-feira que ele já queria ir, no interior de SP até. Por coerência, espera um pouquinho, tem uma ferida na pele, espera alguns dias, não muda nada”, declarou o profissional naquela data, ao lado da dermatologista Cristina Abdalla, que fez o procedimento para remoção da lesão.
Kalil ressaltou que não atrapalharia o dia a dia da campanha, e que o máximo que aconteceria era o político aparecer de chapéu e com um curativo na cabeça, que permaneceria por um mês até cicatrizar a ferida operatória.
A recomendação médica era que o petista evitasse grandes eventos nos dias seguintes. “Agora é o acompanhamento. A lesão foi retirada e agora é o acompanhamento”, pontuou Kalil naquele dia ainda.
“É uma lesão de pele, essas lesões são oriundas da exposição solar. Por isso que a gente fala tanto da proteção solar, isso é muito comum, é a lesão mais comum de pele com relação ao sol, a gente pode falar até do planeta terra. Então, é muito comum os pacientes terem esse tipo de lesão, que cresce, e quando cresce a gente tem que tirar, porque senão aquilo vai crescendo, não cicatriza, sangra. Mas é uma lesão localizada e a conduta é a gente fazer a remoção”, explicou Cristina Abdalla.
Lula tem 80 anos e vai concorrer à reeleição neste ano.
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