Líderes do PT iniciam movimento ‘Bolsonaro Livre’
Na avaliação de integrantes do núcleo duro do petismo, a libertação do ex-presidente poderia ajudar Lula no Congresso Nacional
Líderes do PT passaram a defender, ao longo desta semana, que o presidente Lula encontre uma alternativa jurídica para reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A informação é da Folha de S. Paulo.
Na avaliação de pessoas ligadas ao núcleo mais duro do petismo, a libertação de Jair Bolsonaro não somente poderia distensionar relações entre os Três Poderes como também poderia ajudar o governo Lula a avançar com pautas de interesse do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
“A medida tiraria também o gás da discussão de impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes, tema que prenuncia uma nova crise entre o parlamento e a Corte”, informa a Folha.
O tema anistia a Jair Bolsonaro domina as conversas também relacionadas às eleições no Senado.
Integrantes do Centrão, inclusive parlamentares da base do governo Lula no Congresso, sinalizaram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que podem apoiar a concessão de liberdade a Jair Bolsonaro sob duas condições: que o ex-presidente permaneça inelegível até o fim do cumprimento da pena de 27 anos e três meses e que o benefício seja estendido aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Alcolumbre sinalizou nesta semana que poderia colocar em votação um projeto de lei de anistia a Jair Bolsonaro como forma de obter apoio dos colegas em sua tentativa de se reeleger presidente da Casa. A ideia, no entanto, não foi totalmente bem digerida por parlamentares de Centro. Apesar de entenderem que houve abusos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, essa ala do Senado afirma que Jair Bolsonaro não poderia sair totalmente impune de uma suposta tentativa de golpe.
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Então a solução para esse impasse seria manter a condenação de 27 anos e 3 meses apenas para a cassação dos direitos políticos. Seria uma inversão do que ocorreu com Dilma Rousseff, que foi alvo de um impeachment, mas o Senado manteve os direitos políticos da petista.
Outra preocupação dessa ala é com os demais réus do 8 de janeiro. Eles querem que personagens como Debora do Batom tenham suas penas anistiadas. Na visão do Centrão, os populares deveriam responder apenas por crimes como depredação ao patrimônio público.
O plano do presidente do Senado para se manter no cargo também envolve o Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre irá buscar o compromisso da direita de se concentrar em uma reforma estrutural do Poder Judiciário e abandonar a pressão pelo impeachment de ministros da Corte. Nesse acordão do Centrão, integrantes de siglas como o PSD e MDB acreditam que a inelegibilidade poderia facilitar um acordo com o Supremo.
A avaliação do presidente do Senado é que a pauta perdeu força com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
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Comentários (1)
suelyracy
06.11.2026 09:53Bolsonaro livre com ele elegível!!!! Lógico