Líder do PT fala em ‘ação coordenada’ de Bolsonaros em caso da tornozeleira eletrônica
Segundo o parlamentar, o ato do ex-presidente foi “consciente, direcionado e incompatível com qualquer acidente ou falha”
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou representação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, neste domingo, solicitando o aprofundamento das investigações sobre o episódio em que Jair Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Segundo o parlamentar, o ato do ex-presidente foi “consciente, direcionado e incompatível com qualquer acidente ou falha”, rejeitando a alegação de surto e a negativa de intenção de fuga.
No documento, Lindbergh pede que o STF determine perícia imediata no equipamento, acesso às imagens do condomínio onde Bolsonaro cumpre medidas judiciais e identificação de todas as pessoas que estiveram na residência nas 72 horas anteriores ao episódio. Para o deputado, esses elementos podem esclarecer se houve tentativa deliberada de burlar o monitoramento judicial.
O líder petista também solicitou apuração sobre a vigília convocada por Flávio Bolsonaro na véspera do episódio. Lindbergh afirma que a mobilização “não tinha nada de religiosa”, mas seria uma “massa de manobra criada para dificultar a ação policial caso a violação da tornozeleira fosse bem-sucedida”.
A representação menciona ainda declarações de Eduardo Bolsonaro após a prisão do pai, quando o deputado afirmou que acusados dos atos de 8 de janeiro, como o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, “deveriam fugir”. Para Lindbergh, a fala configura incentivo à desobediência e à obstrução da Justiça.
Uma atuação coordenada de Jair Bolsonaro e dos filhos?
O parlamentar pede que o ministro investigue se Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro atuaram de forma coordenada e não descarta a participação de terceiros, caso identificados no decorrer das apurações.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, neste domingo que o episódio registrado pelo sistema de monitoramento — que apontou violação da tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado — não representou tentativa de rompimento ou retirada do equipamento, mas resultado de um quadro de “confusão mental” provocado pela interação de medicamentos.
Em manifestação encaminhada neste domingo, os advogados dizem que o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária registrou alerta às 00h07 e que, em seguida, o ex-presidente acolheu a troca da tornozeleira eletrônica. Além dos esclarecimentos, a defesa do ex-presidente reforçou pedido de prisão domiciliar humanitária.
A defesa sustenta ainda que o vídeo anexado pela autoridade penitenciária mostra Bolsonaro afirmando ter usado um “ferro quente” na tampa da tornozeleira, mas sem danos à pulseira, e com fala “arrastada e confusa”.
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Comentários (2)
MARCOS
24.11.2025 14:12LINDINHO, EXPLICA PRÁ GENTE COMO VOCÊ CONSEGUIU SER ELEGÍVEL PARA CARGO PÚBLICO JÁ QUE FOI CONDENADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUANDO PREFEITO EM NOVA IGUAÇÚ. AHHHHH. FOI COM A PROVIDENCIAL AJUDA DO stf. RASGARAM A CONSTITUIÇÃO E ELEGERAM VC.
Rafael Tomasco
24.11.2025 06:58Quantas vezes será que essa cadela petista já foi chorar pro Supremo Tribunal Federal só esse ano?