Líder do PL pede convocação de diretor da PF para explicar troca de delegado
Polícia Federal mudou a coordenação coordenação responsável pela Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta sexta-feira, 15, um requerimento de convocação do diretor-geral da Polícia Federal, na Câmara, para explicar a substituição do delegado responsável pelo inquérito relacionado às fraudes no INSS.
Mais cedo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com integrantes da corporação na Corte e, na ocasião, foi apresentado ao magistrado a nova coordenação que cuida da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos associativos não autorizado em aposentadorias e pensões do INSS. O ministro é o relator do caso na Corte.
“A troca ocorre em um momento extremamente sensível das investigações e gera questionamentos legítimos por parte da sociedade brasileira. Quando Jair Bolsonaro tentou substituir um superintendente da Polícia Federal, houve reação imediata de setores políticos, da imprensa e até do STF sob o argumento de defesa da autonomia da PF”, diz Sóstenes, no X.
“Agora, diante da troca do delegado responsável por investigações ligadas ao filho do atual presidente da República, o silêncio de muitos chama atenção”, acrescenta, se referindo ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Sóstenes prossegue: “A autonomia da Polícia Federal precisa valer para todos, sem seletividade política. O povo brasileiro merece transparência, explicações claras e garantia de que não haverá qualquer interferência nas investigações”.
O requerimento de convocação ainda precisará ser votado na Câmara. Se for aprovado, Andrei é obrigado a comparecer.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que foi presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, enviou um ofício ao diretor-geral da PF solicitando esclarecimentos formais sobre a substituição do delegado.
Ao anunciar o envio do ofício, no X, Viana ressalta que o caso “também alcançou o filho do presidente Lula”.
“O Brasil não pode aceitar dúvidas, silêncio ou coincidências em uma investigação que revelou uma das maiores fraudes morais já praticadas contra aposentados e pensionistas. Como Senador que presidiu a CPMI do INSS, acompanhei de perto o sofrimento de milhares de brasileiros roubados depois de uma vida inteira de trabalho”.
O senador prossegue: “Trocar o delegado responsável pelo caso em um momento tão sensível exige transparência absoluta e respostas claras à sociedade. Quem não deve, não teme investigação”.
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