Leonardo Barreto na Crusoé: Rebelião no bolsonarismo
Se Flávio passar a ser visto como um líder que não tem controle sobre o próprio entorno, pode perder capacidade de atrair moderados e afastar políticos do Centrão
O deputado Marco Feliciano (PL-SP) direcionou, nesta semana, algumas mensagens nas redes sociais a Flávio Bolsonaro, pedindo que ele não caia na narrativa de que existe uma conspiração evangélica contra sua candidatura.
Em uma delas, ele diz: “Meu irmão @FlavioBolsonaro, você acredita mesmo que evangélicos conspiram contra ti? Coloque os galos de rinha dentro da caixa, antes que não tenhamos mais o que fazer. Ou querem nos mandar embora também?”.
Por “galos de rinha”, entendem-se influenciadores com audiência entre bolsonaristas que estariam insuflando ataques contra lideranças evangélicas. Para eles, Michelle Bolsonaro teria sido induzida por pastores e chefes de igreja a fazer as críticas que fez a Flávio Bolsonaro.
Certamente pesa a favor desse diagnóstico uma entrevista do bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, que reclamou que o segmento ainda não havia sido procurado por Flávio e afirmou que, pessoalmente, endossaria uma alternativa eleitoral ao senador, como a própria Michelle Bolsonaro.
Há várias postagens de militantes bolsonaristas nas redes defendendo que os insatisfeitos devem deixar o barco e, nessa esteira, muitos evangélicos, como Feliciano, estão se sentindo atingidos.
Em outro post, ele diz: “Toda solidariedade à irmã @Mi_Bolsonaro (Michelle Bolsonaro). Para quem dizia que ela era uma aproveitadora, ontem entregou o cargo de presidente nacional do PL Mulher. E, pela lei, não precisava deixar o cargo para concorrer. Espero que seja candidata ao Senado!”.
O principal ensinamento desse episódio todo é que…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
José Divino Batista Dos Santos
05.07.2026 08:37Uma vergonha o movimento de setores evangélicos com essa política!