Leonardo Avalanche desiste da candidatura ao Planalto
Presidente do PRTB atribui decisão a motivos técnicos, jurídicos e pessoais, dias após Marçal se aliar a Flávio Bolsonaro
O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, desistiu da candidatura ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 30.
O anúncio ocorreu um dia depois de Pablo Marçal, filiado à mesma legenda, participar de agenda com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Avalanche havia sido indicado candidato duas semanas antes, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, o registro de Marçal.
Avalanche, escolhido para ocupar o lugar de Marçal, não pontuou em pesquisas de intenção de voto, como a Quaest. No mesmo período, Flávio Bolsonaro reduziu a distância em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Justificativa e críticas
Em nota, Avalanche declarou que a retirada se deve a “motivos técnicos, jurídicos e pessoais”. No mesmo texto, afirmou que “banalizaram a corrupção” e questionou o apoio de “pessoas do bem a alguém da pseudodireita envolvido em tantos escândalos, entre eles o da rachadinha e o do Banco Master”.
O dirigente também informou que não apoiará nenhum postulante: “Não manifestarei apoio a nenhum dos candidatos por entender que nenhum deles nos representa (nem o ladrão de galinhas, nem o ladrão de ovos)”.
Marçal na campanha de Flávio
Na terça-feira, 29, Marçal passou a integrar a campanha de Flávio Bolsonaro. Ele ficará responsável pela elaboração de propostas ligadas a empreendedorismo e mobilidade social. O anúncio foi feito durante compromisso conjunto dos dois em uma academia de jiu-jitsu.
Caminho até a desistência
Marçal registrou a candidatura em agosto, no último dia do prazo da Justiça Eleitoral. Na ocasião, obteve liminar que autorizou sua saída do União Brasil e o retorno ao PRTB, embora o prazo para troca de partido tivesse terminado em 4 de abril.
O TSE, porém, negou o registro por entender que ele permanece inelegível até 2032, em razão de condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2024.
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