Lei de Reciprocidade é “ferramenta de defesa, e não de confronto”, diz relatora
Tereza Cristina defendeu a diplomacia entre os governo brasileiro e americano para evitar uso do dispositivo
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da Lei de Reciprocidade Econômica, afirmou nesta terça-feira, 15, que o dispositivo sancionado pelo presidente Lula (PT) deve ser usado em “último recurso, quando todos os caminhos diplomáticos forem esgotados”, ao comentar sobre a
Segundo a ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro (PL), a lei foi criada como uma “ferramenta de defesa, e não de confronto”. Tereza defendeu ainda que o Brasil e os Estados Unidos sentem-se à mesa para evitar consequências negativas para as respectivas economias.
“Como relatora da lei da reciprocidade econômica, que sancionada em abril, votada por todos… né… por unanimidade, tanto do Senado quanto da Câmara, eu tenho deixado claro e eu quero aqui nesta audiência, senador Nelsinho, deixar claro que essa lei não foi criada pensando nos Estados Unidos. Ela foi elaborada para dar ao Brasil um instrumento firme de negociação diante das práticas discriminatórias que já enfrentamos, especialmente no ano passado, no âmbito da União Europeia.
Então ela é uma ferramenta de defesa, né, e não de confronto. E ela deve ser usada com responsabilidade, como último recurso, quando todos os caminhos diplomáticos forem esgotados. E nesse caso, com os Estados Unidos.… (inaudível)… para sentarmos à mesa, dialogarmos, colocarmos o jogo de perde-perde que serão essas tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros e se nós também formos colocar sobre os produtos que importamos e que são tão importantes para a economia brasileira.
E também, não menos importante, talvez em menor percentual para a economia americana, mas também importantíssimos, como o suco de laranja, as carnes para os hamburgueres americanos, o açucar brasileiro, o etanol, enfim, são cadeias altamente eficientes, sustentáveis, geradoras de emprego aqui e também nos Estados Unidos. E esses setores não podem ser penalizados por uma disputa comercial, que se tem aí outros contornos políticos“, afirmou a senadora na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Brics
Tereza também criticou o “protagonismo” que o Brasil e Lula quiseram dar ao Brics, cujo posicionamento se tornou alvo de críticas públicas do presidente americano Donald Trump.
“A solução deve vir da mesa de negociação. Não vamos olhar o passado. Com certeza, eu tenho certeza que o governo errou muito, errou muito nos Brics, no protagonismo equivocado que o Brasil e o presidente Lula quiseram dar aos Brics, quando fala de uma segunda moeda interblocos, enfim, o posicionamento político totalmente equivocado. Mas nós agora, como brasileiros, precisamos trabalhar em conjunto, unidos, para que possamos minimizar esse desastres que serão essas tarifas”, acrescentou.
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