Kassab celebra adesão de governadora ao PSD
De olho na reeleição em Pernambuco, Raquel Lyra trocou o cambaleante PSDB pelo partido que mais de destacou na última eleição municipal
Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (à esquerda na foto) filiou a seu partido na noite de segunda-feira, 10, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (ao centro na foto).
“Grande festa pernambucana para receber no PSD a Raquel Lyra, uma das grandes lideranças políticas do Brasil, governadora que vem recolocando Pernambuco no rumo do desenvolvimento”, celebrou o líder partidário em postagens na manhã desta terça-feira, 11.
“Parabéns às milhares de lideranças, prefeitos, vereadores e apoiadores que estiveram em Recife, vindos de todo o Estado, para mostrar a força do PSD pernambucano”, seguiu Kassab, cujo partido saiu da eleição municipal de 2024 como o grande vencedor.
2026
O presidente do PSD também parabenizou o ministro da Pesca, André de Paula, “pela iniciativa de termos a Raquel como nova presidente estadual do partido”. O ministro comandava o PSD em Pernambuco.
Kassab definiu a governadora de Pernambuco como “uma mulher guerreira, honesta e trabalhadora que está mudando as vidas dos que mais precisam em Pernambuco e, tenho certeza, ainda vai contribuir muito com o Brasil”.
Em seu discurso de filiação, Raquel disse que chega ao partido para “ajudar a construir uma visão sobre o Nordeste, uma visão sobre combate à desigualdade, superação de pobreza e construção de um estado novo, de um Nordeste novo, de um país novo”.
A tradução é que a governadora está se preparando para disputar a reeleição, ameaçada pela sombra do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Pesquisa Genial/Quaest divulgada em fevereiro indicou que Campos seria eleito em primeiro turno caso a eleição ocorresse agora — e caso ele opte por deixar a Prefeitura antes do fim do mandato.
E o PSDB?
Com a saída de Raquel, o PSDB, uma das principais vítimas do crescimento do PSD, passa a ter apenas dois governadores, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul.
O partido que já governou o Brasil busca alternativas para sobreviver em meio a um processo progressivo de encolhimento. Uma fusão com o PSD chegou a ser cogitada, mas não avançou.
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