Justiça mantém prisão de TH Joias e outros 13 acusados de ligação com o CV
Deputado estadual é acusado de integrar "núcleo de liderança" da facção criminosa
A Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) manteve, por unanimidade, a prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e de mais outros 13 presos em operação deflagrada pelas polícias Federal e Civil.
Estão entre os presos o ex-secretário estadual de Esportes, o Alessandro Carracena, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, o delegado federal Gustavo Stteel, o ex-assessor de TH, Jóias Luiz Eduardo Cunha Gonçalves e cinco policiais.
TH foi preso na última quarta-feira, 3, pela PF, acusado de patrocinar operações financeiras para o traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, foragido há mais de uma década. Entre abril e maio de 2024, o deputado teria convertido R$ 5 milhões em US$ 1 milhão e enviado US$ 1,7 milhão para o criminoso.
De acordo com a Polícia Federal (PF), TH era um dos integrantes do “Núcleo de Liderança” do Comando Vermelho (CV).
Denúncias
O deputado também é investigado por lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, ele é suspeito de ser o dono oculto de uma loja de produtos esportivos no Mato Grosso do Sul, que seria usada para movimentar o dinheiro de negócios ilegais.
A Promotoria denunciou TH Joias por associação para o tráfico e comércio ilegal de armas.
Expulso do MDB
O partido de TH Joias era o MDB do Rio, que o expulsou na quarta-feira, 3 de setembro, logo após sua prisão, ocorrida no mesmo dia.
A legenda alegou “condutas incompatíveis para o exercício de função pública” e afirmou que o parlamentar já não seguia a orientação partidária em votações na Assembleia Legislativa do estado.
“A liderança não compactua com ilegalidades, repudia conduta criminosa e confia na Justiça”, diz a nota de expulsão, assinada por Rosenverg Reis, líder da bancada do MDB e 1º secretário da Alerj.
O MDB do Rio já teve outros políticos presos, como Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; e Sérgio Cabral, ex-governador.
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