Justiça mantém prisão de Márcio Canella após PF encontrar fuzil em carro
Ex-prefeito de Belford Roxo foi autuado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito
A Justiça manteve nesta quarta, 8, a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil, foto à direita), após agentes encontrarem um fuzil em seu veículo durante uma operação da Polícia Federal.
Segundo a PF, um fuzil calibre 5,56 foi localizado no interior do carro de Canella durante o cumprimento de mandados judiciais. O político foi autuado em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Na residência do ex-prefeito, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, os agentes também apreenderam armas, munições e relógios de luxo.
Após passar por audiência de custódia, que confirmou a manutenção da prisão, Canella será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, unidade conhecida como Bangu 8.
Operação Unha e Carne
A PF deflagrou nesta terça, 7, a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, o grupo teria contado com a participação de agentes públicos.
Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Também foram determinadas pela Justiça medidas de bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
De acordo com a PF, o grupo movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A estimativa consta de um relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encaminhado aos investigadores.
Além de Canella, o delegado Marcus Amim, que atuou na secretaria de Polícia Civil, está entre os alvos.
A corporação afirma que a rede de postos era utilizada para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, em um esquema que, segundo a investigação, beneficiava uma organização criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.
A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, a iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.
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