Justiça italiana remarca audiência sobre extradição de Zambelli
Defesa pediu substituição dos juízes, e tribunal vai decidir se aceita contestação antes de analisar extradição
A audiência na Justiça italiana que analisará o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli foi remarcada para a próxima terça-feira, 10.
A mudança ocorreu após a defesa de Zambelli solicitar a substituição dos juízes responsáveis pelo caso. Na nova sessão, o tribunal decidirá se aceita ou rejeita a contestação apresentada.
Em razão desse pedido, a análise do mérito da extradição acabou sendo adiada.
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A renúncia de Zambelli
Em 14 de dezembro, Zambelli entregou uma carta renunciando ao mandato na Câmara. A informação foi confirmada pela assessoria da presidência da Casa.
“A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, diz o comunicado oficial.
Com a saída de Zambelli, o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso, assumiu a vaga. Ele já havia ocupado o cargo de deputado em três ocasiões anteriores como suplente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que a renúncia de Zambelli ocorreu após decisão do STF que fixou prazo de 48 horas para que o suplente assumisse o cargo.
“Em decorrência disso, o presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso (PL-SP), para tomar posse”, diz.
Zambelli está presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil. A Justiça italiana deve avaliar na próxima quinta-feira um pedido de extradição.
Cassação e condenação
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por comandar a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em votação no plenário realizada na última quarta-feira, a tentativa de cassação da deputada foi rejeitada: 227 votos a favor, 170 contrários e 10 abstenções, abaixo dos 257 necessários para a perda do cargo.
O caso gerou repercussão nacional. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificou a rejeição da cassação pela Câmara como nula e determinou a perda imediata do mandato de Zambelli.
Em 12 de dezembro, a Primeira Turma do STF manteve, de forma unânime, a decisão de Moraes.
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