Julgamento de Bolsonaro: Moraes quer responder a Fux, mas…
Integrantes da Primeira Turma fizeram um acordo antes do julgamento para que um não interrompa o voto do outro
O relator da chamada ação penal do golpe, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), separou um calhamaço de papeis e de informações e, durante o voto de Luiz Fux, tem feito anotações e apontamentos enquanto o colega se manifesta na Primeira Turma.
A ideia de Moraes, conforme apurou este portal, é responder às argumentações de Fux ainda nesta quarta-feira.
No entanto, os integrantes do colegiado fizeram um acordo antes do julgamento para que um não interrompa o voto do outro e que os debates ocorram apenas na fase de dosimetria de pena, caso ocorra condenação dos oito réus, entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, há outra questão: os integrantes da Turma precisam concluir a sessão desta quarta-feira para participar da sessão do Plenário do Supremo. O julgamento de Bolsonaro deve se estender nas turmas na quinta e sexta-feira.
Logo nas questões preliminares, Fux se manifestou pela nulidade absoluta da ação penal por entender que o caso deveria tramitar na Primeira Instância e não no STF. Fux também entendeu que, mesmo se o caso fosse julgado pelo STF, esse era um assunto do Plenário e não da Turma.
O ministro também defendeu a nulidade do processo sob a argumentação que houve cerceamento da defesa dos réus.
Jair Bolsonaro e mais sete réus estão sendo processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
Na visão de Fux, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não indicou a presença de elementos suficientes para se configurar o crime de organização criminosa, tampouco efetivo emprego de arma de fogo ou mesmo dano qualificado ao patrimônio. No caso específico do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Fux defendeu a inocência dele em todo o processo.
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Comentários (3)
Angelo Sanchez
11.09.2025 13:28Fux, descancarou a podridão do Supremo, que age politicamente e não tem vergonha de perseguir os inimigos políticos do regime do "descondenado" e sua gang.
eduardo henrique da silva mattos
11.09.2025 08:52Exatamente
CLAUDIO NAVES
10.09.2025 16:03Fux é Juiz de origem , isso explica tudo !