Julgamento de Bolsonaro: Moraes quer responder a Fux, mas...

20.04.2026

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O Antagonista

Julgamento de Bolsonaro: Moraes quer responder a Fux, mas…

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 10.09.2025 15:52 comentários
Brasil

Julgamento de Bolsonaro: Moraes quer responder a Fux, mas…

Integrantes da Primeira Turma fizeram um acordo antes do julgamento para que um não interrompa o voto do outro

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 10.09.2025 15:52 comentários 3
Julgamento de Bolsonaro: Moraes quer responder a Fux, mas…
Foto: Victor Piemonte/STF

O relator da chamada ação penal do golpe, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), separou um calhamaço de papeis e de informações e, durante o voto de Luiz Fux, tem feito anotações e apontamentos enquanto o colega se manifesta na Primeira Turma.

A ideia de Moraes, conforme apurou este portal, é responder às argumentações de Fux ainda nesta quarta-feira.

No entanto, os integrantes do colegiado fizeram um acordo antes do julgamento para que um não interrompa o voto do outro e que os debates ocorram apenas na fase de dosimetria de pena, caso ocorra condenação dos oito réus, entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, há outra questão: os integrantes da Turma precisam concluir a sessão desta quarta-feira para participar da sessão do Plenário do Supremo. O julgamento de Bolsonaro deve se estender nas turmas na quinta e sexta-feira.

Logo nas questões preliminares, Fux se manifestou pela nulidade absoluta da ação penal por entender que o caso deveria tramitar na Primeira Instância e não no STF. Fux também entendeu que, mesmo se o caso fosse julgado pelo STF, esse era um assunto do Plenário e não da Turma.

O ministro também defendeu a nulidade do processo sob a argumentação que houve cerceamento da defesa dos réus.

Jair Bolsonaro e mais sete réus estão sendo processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.

Na visão de Fux, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não indicou a presença de elementos suficientes para se configurar o crime de organização criminosa, tampouco efetivo emprego de arma de fogo ou mesmo dano qualificado ao patrimônio. No caso específico do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Fux defendeu a inocência dele em todo o processo.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (3)

Angelo Sanchez

11.09.2025 13:28

Fux, descancarou a podridão do Supremo, que age politicamente e não tem vergonha de perseguir os inimigos políticos do regime do "descondenado" e sua gang.


eduardo henrique da silva mattos

11.09.2025 08:52

Exatamente


CLAUDIO NAVES

10.09.2025 16:03

Fux é Juiz de origem , isso explica tudo !


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