“Juízes lenientes com o crime são os carrascos das vítimas e da sociedade”, diz Moro
Senador criticou a decisão do juiz Rubens Casara, que libertou homem com 86 passagens criminais
O senador Sergio Moro (União Brasil) comentou a publicação de O Antagonista sobre o juiz Rubens Roberto Rabelo Casara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, (TJ-RJ), que determinou a soltura de de Patrick Rocha Maciel, de 20 anos, que possui 86 anotações criminais em sua ficha.
“Juízes lenientes com o crime são os carrascos das vítimas e da sociedade”, escreveu no X.
Como mostramos, o magistrado afirmou que “a existência de anotações na folha penal não é pressuposto da prisão cautelar” e que “não se pode presumir que os acusados retornarão a delinquir”, já que “não há espaço para exercício de futurologia” no processo penal.
Além disso, o juiz destacou não haver “dados concretos” que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Como alternativa, Casara impôs duas medidas cautelares com validade de 100 dias: comparecimento mensal em cartório e a proibição de deixar o estado por mais de uma semana.
Quem é Rubens Casara?
Juiz do TJ-RJ, Rubens Casara é casado com a escritora petista Márcia Tiburi, candidata do PT derrotada na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2018 e autora do livro “Como conversar com um fascista”. Ambos são coautores da peça “Um fascista no divã”.
Casara possui graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes (1995), mestrado em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes (2003) e doutorado em Direito pela Universidade Estácio de Sá – UNESA/RJ (2011).
É também fundador do Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia (MMFD) e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).
A AJD é uma das associações de ativistas com diploma de advogado que falam em nome da “democracia” para legitimar as narrativas da esquerda lulista. Ela denunciou como “política” a prisão de Lula, atacou a Lava Jato e, atualmente, assim como o PT, defende o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma das entrevistas sobre seu livro “A construção do idiota”, em que ataca o “neoliberalismo”, Rubens Casara declarou:
“O meu objetivo com este livro é desmistificar esses processos que levam a que uma parcela enorme de oprimidos continue submetida à vontade de uma minoria de opressores.”
Em outro livro, intitulado como “Sociedade sem Lei“, o magistrado critica o uso do Direito Penal como forma de controle social, baseado no medo e na repressão, especialmente contra os mais pobres.
Em uma de suas entrevistas a blogs petistas, concedida em agosto de 2023, Rubens Casara exaltou o presidente Lula (PT) e falou de suas expectativas sobre o atual governo:
“O Lula hoje, na realidade, é um grande, talvez o melhor, gestor do capitalismo que se encontre em todo o mundo. Por isso ele é reconhecido. Por isso ele é aplaudido no mundo inteiro, inclusive em países mais conservadores. Então eu acho que nós podemos esperar do Lula, de fato, vários movimentos para tornar a vida da população, principalmente da população mais sofrida, uma vida melhor, uma vida menos sofrida. Os dois primeiros governos do Lula e também em certo sentido os governos da Dilma se caracterizaram por isso. Por uma preocupação para não permitir retrocessos sociais. Para permitir que o povo, que historicamente sempre foi a principal vítima de políticos sociais comprometidas com o andar de cima, também recebesse um pedaço do bolo.”
Rubens Casara participou em 2016 de protesto contra o impeachment de Dilma Roussef e acabou virando alvo do Conselho Nacional de Justiça.
O CNJ, na ocasião, considerou que o TJ-RJ atuou de forma contrária às evidências do caso, ao arquivar as investigações sobre o caso de violação da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que proíbe a atuação de juízes de forma política e partidária.
Casara então recorreu ao Supremo Tribunal Federal, onde foi blindado por Ricardo Lewandowski, indicado por Lula para a Corte.
“Os fatos não foram desconsiderados pelo tribunal fluminense que, todavia, não os enquadrava no conceito de atividade político-partidária vedada ao juiz. Dessa maneira, não poderia o CNJ instaurar a revisão disciplinar sob pena de inaugurar verdadeira instância recursal, inexistente pelo regimento e, como visto, pela própria jurisprudência”, alegou o então ministro do STF Lewandowski, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula.
Leia mais: Quem é o juiz que mandou soltar homem com 86 passagens pela polícia
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Comentários (2)
Carlos Augusto Lins Brito Da Silva
06.08.2025 20:55E assim caminha o Brasil, para o buraco, com esse pessoal da esquerda, sempre arrogantes (sabem de tudo), violentos e mentirosos (de todas as formas) e oportunistas (com suas narrativas para cada momento que se apresenta apropriado para eles, é claro).
MARCOS
06.08.2025 20:14INFELIZ BRASIL.