Jerônimo reafirma crença “na história e no legado” de Wagner
"Nada vai manchar o que ele fez pela Bahia e pelo Brasil", disse o governador da Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) saiu mais uma vez em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado pelo recebimento de “vantagens econômicas indevidas” do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Em discurso em Cabaceiras do Paraguaçu no domingo, 21, o governador baiano reafirmou sua crença “na história e no legado” do líder do governo Lula no Senado.
“Quero me dirigir ao povo de Cabaceiras e região, reafirmando a minha crença na história e no legado de Jaques Wagner. Nada vai manchar o que ele fez pela Bahia e pelo Brasil”, disse.
“A confiança que nós temos no senador Jaques Wagner é de total dedicação à liderança no Senado Federal, se dedicando a cumprir o desejo e a orientação do presidente Lula e, acima de tudo, aquilo que o povo brasileiro acredita que é a política”, acrescentou.
Jerônimo Rodrigues já havia manifestado apoio ao senador petista na quinta-feira, 18, quando Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero.
“Estive com o senador Jaques Wagner para levar meu abraço de amigo e companheiro. A Bahia conhece Wagner e sabe que sua história e legado são motivos de orgulho e inspiração. Reafirmo a confiança no senador que honra a Bahia e lidera com compromisso o governo do presidente Lula. Não é a primeira vez que o perseguem; a verdade há de vencer. E nós, seus verdadeiros companheiros, não soltaremos sua mão, Wagner!”, escreveu no Instagram.
Como o líder do governo Lula atuou pelo Master
A Polícia Federal detalhou o que identificou como atuação de Jaques Wagner em favor do Banco Master no pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para deflagrar a nona fase da Operação Compliance Zero.
Ao autorizar o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, o relator do caso, ministro André Mendonça, disse que “a representação descreve possível atuação parlamentar de Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master”.
De acordo com a representação, o senador “teria mantido interlocução direta com Augusto Ferreira Lima” sobre temas relacionados “à elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda, ensejando a apresentação da Emenda no 30 à Medida Provisória no 1.106/2022 (posteriormente convertida na Lei no 14.431/2022)”.
Emenda Master e venda ao BRB
Os investigadores identificaram atuação de Wagner em ao menos outras duas questões favoráveis ao Master.
Uma delas foi a “tentativa de aprovação da PEC no 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)”, que ficou conhecida como “Emenda Master”.
A proposta foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), outro alvo da Compliance Zero, e teria como objetivo sustentar o negócio do Master, cuja gestão irresponsável se escorava na perspectiva de cobertura do FGC contra as consequências de investimentos insustentáveis.
Além disso, a PF identificou em Wagner “atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB)”.
O Banco Central acabou vetando a compra do Master pelo BRB, o que culminou na liquidação extrajudicial da instituição financeira de Vorcaro.
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