“Jeito PT de governar”, diz Ciro ao comentar prejuízo bilionário dos Correios
Senador fala em “prejuízo atrás de prejuízo” e cita alertas ao TCU ignorados pelo governo
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) intensificou críticas ao governo Lula, nesta sexta-feira, 24, após divulgação do novo prejuízo bilionário dos Correios e associou o resultado ao que chamou de falhas recorrentes na gestão da estatal.
Para o parlamentar, o desempenho financeiro recente da empresa reflete um padrão já conhecido. “O histórico dos Correios mostra de forma simples o resultado do jeito PT de governar. Sai gestão, entram os amigos do governo“.
Ele também destacou a sequência de resultados negativos e o impacto nas contas públicas. “Sai lucro, entra prejuízo atrás de prejuízo: o último passou de R$ 8 bilhões”
Ciro afirmou ainda que já havia alertado previamente órgãos de controle sobre a situação da estatal e criticou a condução do governo diante dos sinais de deterioração financeira. “E não foi por falta de alerta. Ano passado acionei o TCU para investigar os graves problemas na estatal. Mas o governo fingia que estava tudo bem, afinal, ‘déficit não é prejuízo“, reforçou.
Em tom mais incisivo, o parlamentar avaliou que a crise pode se aprofundar. “Agora pode até parecer que o fundo do poço chegou, mas o PT ainda não parou de cavar“, concluiu.
Leia mais: Correios acumulam R$ 8,5 bilhões de prejuízo em 2025
Entenda
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, segundo resultados financeiros divulgados na quinta-feira, 23.Do total, R$ 6,4 bilhões correspondem a despesas com precatórios, dívidas pagas por determinação judicial. O resultado negativo é três vezes maior que o de 2024, quando o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões.
Este é o 14º trimestre consecutivo de perdas da estatal, sequência iniciada no quarto trimestre de 2022. A deterioração financeira dos Correios também foi evidenciada em relatório interno que apontou bloqueio de receitas por bancos credores após o descumprimento de cláusulas contratuais firmadas no ano retrasado.
Com o aumento do volume de precatórios, instituições financeiras passaram a reter valores depositados em contas vinculadas à estatal, reduzindo a disponibilidade de caixa e afetando diretamente o pagamento de fornecedores e obrigações operacionais.
Diante do quadro, os Correios iniciaram uma renegociação com os bancos para retomar o acesso ao faturamento. O novo acordo flexibilizou regras relacionadas ao estoque de precatórios, estabelecendo um limite máximo de R$ 2,5 bilhões e suspendendo temporariamente a contabilização de novos passivos. A renegociação, no entanto, trouxe custos adicionais. A estatal pagou R$ 44,8 milhões a título de dispensa de obrigação contratual e aceitou condições financeiras mais rígidas. A taxa de juros da operação foi elevada, aumentando o custo efetivo da dívida.
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