Itamaraty confirma retorno de brasileiro do “iate das selfies”
Ávila está proibido de entrar em Israel por 100 anos, após ser detido a bordo do barco Madleen
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta quinta-feira, 12, o retorno do brasileiro Thiago Ávila (foto, à direita), integrante da tripulação do veleiro ‘Madleen’, detido por desafiar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.
Após três dias de detenção, ele foi liberado para embarcar em voo comercial para Madri.
Da Espanha, Ávila seguirá viagem em um voo de conexão com destino a São Paulo.
“Desde a interceptação do veleiro “Madleen” por forças israelenses na madrugada de 9/6, em águas internacionais entre as costas da Palestina e do Egito, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv, atuou de modo a garantir a segurança e a integridade física do brasileiro. Manteve, igualmente, contato frequente com seus familiares no Brasil, de modo a informá-los acerca do estado de saúde do brasileiro e das perspectivas de sua libertação e retorno”, diz trecho da nota do Itamaraty.
Bloqueio marítimo
Na segunda, as forças israelenses assumiram o controle do barco Madleen e detiveram 12 ativistas anti-Israel que estavam a bordo e desafiavam o bloqueio à Faixa de Gaza.
Eles foram detidos após repetidos avisos contra a tentativa de navegar até a costa de Gaza. A embarcação, chamada por autoridades israelenses de “iate das selfies” partiu da Sicília, na Itália, no domingo, 8.
Antes de assumir o controle da embarcação, o Ministério das Relações Exteriores de Israel esclareceu no X:
“A zona marítima ao largo da costa de Gaza está fechada para embarcações não autorizadas sob um bloqueio naval legal, consistente com o direito internacional.
O iate alega estar entregando ajuda humanitária. Na verdade, é um truque de mídia para publicidade (que inclui menos de um caminhão de ajuda) – um ‘iate de selfies’.
A ajuda humanitária é entregue regular e eficazmente por diferentes canais e rotas, e é transferida por meio de mecanismos de distribuição estabelecidos. Nas últimas duas semanas, mais de 1.200 caminhões de ajuda humanitária chegaram a Gaza vindos de Israel. A Fundação Humanitária de Gaza distribuiu cerca de 11 milhões de refeições diretamente a civis em Gaza.
A zona marítima de Gaza continua sendo uma área de conflito ativa, e o Hamas já explorou rotas marítimas para ataques terroristas, incluindo o massacre de 7 de outubro.
Tentativas não autorizadas de violar o bloqueio são perigosas, ilegais e prejudicam os esforços humanitários em andamento.
Apelamos a todos os intervenientes para que ajam de forma responsável e canalizem a ajuda humanitária através de mecanismos legítimos e coordenados, e não por meio de provocações.”
Proibido por 100 anos
Thiago Ávila é ex-candidato a deputado federal pelo Psol.
Em Israel, já detido, recusou-se a assinar o documento de deportação. A Corte israelense proibiu o brasileiro de retornar ao país por 100 anos.
Ávila é próximo da ditadura do Irã, comandada pelo líder supremo Ali Khamenei.
Após a morte do líder do grupo terrorista libanês, Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, ele já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)