Irmão de Bacellar nega delação de ex-presidente da Alerj com a PF
"Gente, delatar vindo de Bacellar é difícil", afirmou o vereador Marquinho Bacellar
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar não está negociando um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF)
Ao menos foi o que afirmou o irmão de Bacellar e vereador de Campos dos Goytacazes, Marquinho Bacellar (União), durante sessão da Câmara local na terça, 9. Ele rebateu rumores sobre uma suposta colaboração.
“Agora falaram que o Rodrigo vai delatar. Gente, delatar vindo de Bacellar é difícil. Vocês estão procurando piolho onde não tem. Ele está enfrentando com muita garra, muita luta, algo que não fez merecer estar lá. Esperar dele inventar história de um ou outro para ameaçar alguém, prejudicar alguém, não é o perfil nosso”, disse.
Marquinho também comentou os planos políticos da família para as próximas eleições.
“Nesse pleito, estaremos nos colocando na rua, pedindo voto. A gente já tem uma conversa bem encaminhada com Antonio Rueda, bem encaminhada com Márcio Canella e estamos procurando outros políticos que se identifiquem com a nossa forma de fazer política”, acrescentou.
Bacellar foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de 2 de fevereiro de 2023 a 3 de dezembro de 2025. Ele teve o mandato cassado pela TSE, em 24 de março, sob acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A decisão também o tornou inelegível.
Prisão
Bacellar é alvo de investigação criminal.
Ele foi preso em 27 de março, em Teresópolis (RJ), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de apurações sobre vazamento de informações de operações policiais no Rio.
A prisão foi mantida após audiência de custódia realizada em 28 de março.
Bacellar foi encaminhado ao Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu.
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