Interpol inclui nome de Carla Zambelli na lista vermelha
Pedido partiu da PF e foi autorizado por Moraes após deputada deixar o país
O nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo que permite a localização e prisão de foragidos da Justiça. O pedido partiu da Polícia Federal e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a parlamentar deixar o país dias depois de ser condenada a dez anos de prisão.
Zambelli foi condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão forjado contra o próprio Moraes.
Nesta quarta-feira, 4, ela estava na Flórida, nos Estados Unidos. A deputada afirma que pretende seguir para a Itália, onde tem cidadania.
Na decisão, Moraes também determinou a prisão preventiva da parlamentar, o bloqueio de seus passaportes, contas bancárias, salário da Câmara, veículos, imóveis e eventuais embarcações ou aeronaves.
As redes sociais Gettr, Meta, X, Telegram, YouTube, TikTok e LinkedIn foram notificadas para remover os perfis de Zambelli.
“O intuito criminoso de Carla Zambelli permanece ativo”, escreveu Moraes, citando a disseminação de fake news e ataques ao Judiciário. Para o ministro, a saída do país configura fuga do “distrito de culpa” e tentativa de desacreditar as instituições.
Em nota, Zambelli chamou a decisão de “ilegal” e “autoritária” e afirmou que recorrerá a fóruns internacionais.
“No Brasil, ministros do Supremo agem como imperadores, atropelando leis, calando vozes, destruindo famílias”, disse.
“Pode colocar a Interpol atrás de mim. Eles não me tiram da Itália. Como cidadã italiana, sou intocável.”
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