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“Ilegal, imoral”, diz Eduardo sobre operação que mira Carluxo

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 29.01.2024 17:18 comentários
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“Ilegal, imoral”, diz Eduardo sobre operação que mira Carluxo

Para a PGR, a troca de mensagens flagradas no celular de Ramagem confirma a tese de que havia um sistema de monitoramento

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4 minutos de leitura 29.01.2024 17:18 comentários 1
“Ilegal, imoral”, diz Eduardo sobre operação que mira Carluxo
Eduardo e Carlos Bolsonaro em live familiar. Foto: Reprodução/YouTube

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP; foto) chamou de “ilegal, além de imoral” a operação da PF que cumpriu mandado de busca e apreensão em endereço do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ; foto), o Carluxo, nesta segunda-feira, 29 de janeiro.

“Não pode uma ordem judicial ter uma ampliação dessa forma. Isso é ato ilegal, além de imoral”, publicou Eduardo no X.

Presente no momento da operação, o deputado afirmou que “foi cogitado apreender” o seu celular.

“O mandando (sic) era tão genérico que foi cogitado apreender o celular deste deputado federal e das demais pessoas que por ventura estivessem na residência…. Ao final meu celular não foi apreendido, provavelmente por não haver justificativa para ficar com meu aparelho”, afirmou.

Segundo o deputado, o mesmo cenário aconteceu com o celular do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), também presente na residência durante a operação.

Eduardo ainda afirmou que material pertencente a um assessor de Jair Bolsonaro, Tércio Arnaud, foi apreendido.

“Foi apreendido material de Tercio, assessor do Presidente Bolsonaro, mesmo sem que ele fosse alvo do mandado – um abuso!”, disse.

Ele também alegou que a PF não esperou que chegassem os advogados da família Bolsonaro.

“A PF não aguardou os cerca de 30min que faltavam para que chegassem e mantiveram a apreensão dos bens do assessor do Presidente Bolsonaro”, disse.

“Esse estado de coisas não pode permanecer, não pode uma ordem judicial ter uma ampliação dessa forma. Isso é ato ilegal, além de imoral”, acrescentou.

Carluxo na mira da PF

Carlos Bolsonaro é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o uso político de instrumentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). A ação desta segunda-feira, 29, é um desdobramento da operação Vigilância Aproximada, desencadeada na semana passada e que mirou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Foram executados oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Brasília, Formosa e Salvador.

Além de Carluxo, a PF também executou buscas contra dois assessores parlamentares e um policial federal. Os assessores e o agente da PF são apontados como intermediários entre a Abin e o vereador.

Segundo apurou O Antagonista junto a policiais federais, há a suspeita de que alguns relatórios paralelos da Abin foram produzidos a pedido de Carluxo justamente para atacar adversários políticos com uma estrutura montada no Palácio do Planalto.

Investigações

A solicitação de ‘ajuda’ se referia a investigações que envolveriam os filhos do então presidente da República e deste mesmo. A autoridade representante enxerga no episódio o recurso do que chama de ‘núcleo político’ do grupo ao dr. Ramagem, para obtenção de informações sigilosas e/ou ações ainda não totalmente esclarecidas”, diz a PGR no pedido de busca e apreensão contra Carlos Bolsonaro.

A PGR ainda acrescenta: “A interferência sobre procedimentos não seria acontecimento avulso no período. A representação minudencia a descoberta de impressão, pelo dr. Ramagem, em fevereiro de 2020, de informações de inquéritos eleitorais em curso na Polícia Federal que listavam políticos do Rio de Janeiro”.

Segundo a PF, o ex-diretor-geral da Abin utilizou o software First Mile para monitorar aproximadamente 1,5 mil pessoas. Segundo a decisão de Moraes, ocorreram mais de 60 mil monitoramentos.

A pescaria de Bolsonaro

O ex-secretário especial de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten negou nesta segunda-feira, 29, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos) tenham fugido da Polícia Federal.

Segundo o advogado de Bolsonaro, o ex-presidente saiu para pescar com filhos e amigos “bem antes de qualquer notícia”.

O ex-presidente e seus filhos estão na casa da família na praia de Mambucaba, uma vila de Angra dos Reis (RJ).

Quando a PF chegou ao local, Jair e Carlos Bolsonaro não estavam presentes.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ; à esquerda na foto) acusou a PF de fazer uma “pescaria ilegal” com a operação que investiga o irmão.

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Comentários (1)

Humberto Aguiar

2024-01-29 18:33:56

Qual seria a iluminadora opinião do senador Flavio, o anti-Lava-Toga, agora que a conta parece voltar a chegar?


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