Haddad inclui Marina, Tebet e França entre opções de vice em SP
“Estamos com bons nomes, mas vou fazer isso depois de conversar com todos eles”, diz pré-candidato do PT ao governo paulista
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (foto), citou neste domingo, 26, três ex-integrantes do governo Lula como possíveis nomes para compor sua chapa: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).
Segundo ele, as conversas com os três estão em andamento.
“Temos quatro ex-ministros do presidente Lula disponíveis para compor a chapa majoritária e isso não é um problema. Estamos com bons nomes, mas vou fazer isso depois de conversar com todos eles”, disse.
O petista acrescentou que já tratou do tema com Marina Silva e deve voltar a se reunir com ela nos próximos dias.
“Acabei de conversar com a Marina e combinei de me encontrar com ela essa semana. As coisas vão caminhar naturalmente e não temos nenhum problema de calendário, temos tempo e vamos usar o tempo da melhor maneira possível”, afirmou durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília.
No encerramento do evento, o ex-ministro também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem chamou de “Bolsonarinho”.
“Não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro, a reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro. Lula vai concorrer com o bolsonarinho, com filho do Jair Bolsonaro, família que só entregou caos para esse pais. eles se vendem como antissistema e há 30 anos fazem pior política desse pais, das rachadinhas ao genocídio da pandemia, estão sempre do lado da destruição. e nós somos antídoto a isso, somos a resposta a isso.”
Contato com Kassab
A definição da chapa paulista segue em aberto. Haddad tem se reunido com aliados desde que deixou o Ministério da Fazenda, no fim de março.
Em busca de ampliar alianças além da esquerda, o pré-candidato afirmou ter enviado mensagem a Gilberto Kassab, presidente do PSD, que deixou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) após divergências sobre a composição da chapa para a reeleição.
“Eu gostaria de ouvir o Kassab, que tem uma visão sobre o estado de São Paulo. Eu gostaria de ouvi-lo, mas não tenho nada agendado, embora eu tenha mandado uma mensagem para ele”, disse Haddad no começo deste mês.
Segundo Haddad, Kassab respondeu “de forma simpática”, dizendo que conversaria “oportunamente”.
O petista justificou a aproximação com uma pergunta retórica: “Por que ele apoiaria o Tarcísio? Um governo que não teve aderência com o estado”.
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