Haddad defendia “taxa das blusinhas” com convicção, diz Lula
Presidente diz que governo percebeu reação negativa da população à cobrança sobre compras internacionais
O presidente Lula (PT) afirmou que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad defendia com “convicção” a chamada “taxa das blusinhas”, extinta pelo governo federal neste mês após desgaste político e alta rejeição popular.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula disse que Haddad via a medida como uma forma de proteger a indústria nacional diante da pressão de varejistas brasileiros.
“Quando o Haddad fez, ele acreditava realmente que era uma coisa boa. E ele falou comigo com convicção de que era coisa boa para proteger a indústria nacional”, afirmou nesta sexta-feira, 22.
A taxa previa cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
A alíquota federal foi zerada por meio de medida provisória assinada por Lula, que ainda precisará ser aprovada pelo Congresso.
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Recuo após desgaste
Lula afirmou que o governo percebeu a reação negativa da população à medida.
“Nós estávamos mexendo com uma parcela muito grande da sociedade. O rico, quando ele viaja, pode gastar até US$ 2 mil fora e não paga imposto. O que eu digo? Cinquenta do povo incomoda”, disse.
Segundo o presidente, houve “uma pressão muito grande” para derrubar a cobrança.
Pesquisas internas do governo apontaram a taxação como uma das medidas de pior avaliação da atual gestão.
Haddad se manifesta
Haddad também voltou a defender a taxação neste sábado, 23, após evento em Sorocaba (SP).
O ex-ministro afirmou que a medida foi adotada para proteger empresas brasileiras e negou que a decisão tenha sido individual.
“Foi um gesto dos governadores e do varejo para proteger as empresas brasileiras”, disse.
Ele afirmou ainda que a criação da taxa contou com apoio de diferentes partidos e governadores.
“Todos os partidos e todos os governadores tomaram essa decisão. Então, não é uma decisão pessoal do Fernando Haddad, do Luiz Inácio, do Tarcísio de Freitas, do Zema.”
CNI recorre ao STF
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) protocolou na última sexta-feira, 22, uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de suspender a isenção tributária concedida pelo governo federal a compras internacionais de pequeno valor.
A entidade sustenta que a medida provisória afronta ao menos três princípios da Constituição Federal: a isonomia entre agentes econômicos, a livre concorrência e a proteção do mercado interno como patrimônio nacional.
Contesta ainda a validade formal do instrumento, ao argumentar que a matéria não reúne o requisito de urgência exigido para a edição de medidas provisórias — sobretudo diante da existência de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre o mesmo tema.
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Comentários (4)
Annie
24.05.2026 13:55E eu não voto no PT com convicção
Marian
24.05.2026 12:16A culpa é do Haddad? Kkkk
Fabio
24.05.2026 10:51Qual empresa protegeu? Não existe indústria de nada aqui. As poucas que sobrevivem estão se transferindo até mesmo pro Paraguai, pois este país maltrata e pune quem ousa produzir algo. O Haddad é um completo imbecil se realmente era essa a justificativa dele, apesar que eu sei que a intenção era puramente arrecadatória, pois cogitar cortar gastos e mordomias para eles é uma impossibilidade.
Claudemir Silvestre
24.05.2026 09:37A culpa é do Haddad 😂😂. Nunca é culpa dele, LULA !! É sempre culpa dos outros !!! É um MAL CARÁTER esse LULA !!!