Governo pressiona para incluir armas no 'imposto do pecado'

09.09.2026

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Governo vai pressionar para Senado incluir armas no ‘imposto do pecado’
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Wesley Oliveira
2 minutos de leitura 12.07.2024 12:49 comentários
Brasil

Governo vai pressionar para Senado incluir armas no ‘imposto do pecado’

Na Câmara, deputados da chamada bancada da bala pressionaram que as armas e munições ficassem de fora do Imposto Seletivo (IS)

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Wesley Oliveira
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Governo vai pressionar para Senado incluir armas no ‘imposto do pecado’
Ministro Fernando Haddad defende inclusão de armas e munições no imposto do pecado | Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nesta sexta-feira, 12, que o governo vai trabalhar que o Senado inclua armas e munições na lista de itens do chamado “imposto do pecado” durante a tramitação do projeto de regulamentação da reforma tributária. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e será analisado pelos senadores no segundo semestre.

“Vamos lutar no Senado para um volte com o imposto seletivo às armas”, disse Haddad.

Na Câmara, deputados da chamada bancada da bala pressionaram que as armas e munições ficassem de fora do Imposto Seletivo (IS), o “imposto do pecado”. De acordo com a emenda constitucional da reforma tributária, aprovada no fim de 2023, essa taxação incidiria sobre a produção, extração, comercialização ou importação de bens ou serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Ele prevê uma alíquota mais alta para produtos e serviços considerados nocivos.

Durante a votação no plenário, a bancada do PSOL chegou a apresentar um destaque para que as armas e munições fossem incluídas na proposta, mas a emenda foi rejeitada pelos deputados. Além de Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou como “ruim” a decisão da Câmara.

No Senado, o texto será relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB). O emedebista já afirmou que manterá diálogo com a Câmara para construir acordos e citou “questionamentos” sobre os detalhes aprovados pelos deputados. 

A proposta detalha a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que juntos formaram o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O tributo vai substituir cinco impostos que recaem sobre consumo hoje: PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS.

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