Governo restringe acesso de estados a sistema de alertas
Disparos de alertas passam a depender do Cenad enquanto sistema passa por validações
O governo federal decidiu restringir o acesso dos estados ao sistema Defesa Civil Alerta após o incidente cibernético registrado na madrugada do último sábado, 20, quando falsos avisos foram enviados a milhões de celulares em diferentes regiões do país.
A partir de agora, eventuais disparos de alertas por eventos climáticos extremos deverão ser solicitados pelas Defesas Civis estaduais ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília.
O sistema segue operacional, mas em modo restrito, enquanto passa por novas validações.
Investigação
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional afirmou que ainda não há prazo para a retomada completa da plataforma. Segundo o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Nacional, Tiago Schnorr, as equipes de tecnologia trabalham na verificação dos procedimentos e na reconstrução da segurança do sistema.
“Até o momento, o ministério não confirma hipóteses sobre a autoria ou a dinâmica do ataque, aguardando a conclusão da apuração técnica e policial”, diz nota oficial.
A Polícia Federal abriu uma investigação preliminar no sábado para apurar o suposto ataque hacker. O procedimento antecede a instauração de inquérito formal e busca esclarecer como houve o acesso indevido à plataforma.
Em ofício encaminhado à PF, o secretário-executivo da pasta, Valder de Moura, citou o risco à segurança pública e à credibilidade dos sistemas oficiais de alerta. O ministério pediu apuração de possível crime cibernético e identificação dos responsáveis.
Segundo documentos enviados à Polícia Federal, o sistema foi acionado sem autorização e com envio indevido de mensagens, sem validação das autoridades competentes.
As informações preliminares apontam o uso de credenciais vinculadas à Defesa Civil do Pará.
Ao todo, foram identificados dez alertas falsos, enviados entre a noite de sexta-feira, 19, e a madrugada de sábado, 20.
As mensagens, classificadas como de nível extremo, chegaram a capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco, além de outros estados e do Distrito Federal.
As notificações não seguiam protocolos da Defesa Civil e incluíam termos como “misantropia”, “misantropo” e “ATAQUE ALIENÍGENA”, sem relação com qualquer emergência real.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)