Governo Lula usa “Carbono Oculto” para contrapor ação de Cláudio Castro no RJ
A claque petista tenta reduzir as críticas ao presidente da República pela falta de uma ação integrada com o governo do Rio de Janeiro
Integrantes do governo Lula passaram a usar os resultados da operação “Carbono Oculto” para se contrapor à megaoperação policial do Rio de Janeiro, que resultou em aproximadamente 120 mortes e foi considerada a mais letal da história na capital fluminense.
Com essa estratégia, a claque petista tenta reduzir as críticas ao presidente da República pela falta de uma ação integrada com o governo do Rio de Janeiro. Como mostramos, membros da oposição da Câmara apresentaram um pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a conduta de Lula no episódio.
Apesar das críticas da esquerda, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ganhou aproximadamente 500 mil seguidores no Instagram após a operação. O monitoramento do Palácio do Planalto apontou que os elogios à ação policial contra o Comando Vermelho superaram as críticas nas redes sociais, apesar do número de mortos.
O presidente Lula até o momento não falou publicamente sobre o caso. Ele fez três posts nas redes sociais. No primeiro, de caráter protocolar, Lula defendeu uma ação coordenada contra o crime organizado; no segundo, ele citou a sanção ao projeto de lei – do senador Sérgio Moro (União-PR) – que endurece o combate a organizações criminosas e, no terceiro, ele reitera a necessidade de se desarticular o coração financeiro de grandes organizações, em um contraponto claro à ação de Castro.
“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, disse Lula.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, por sua vez defendeu a aprovação da PEC da Segurança.
“Ficou mais uma vez evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado (…) Também ficou demonstrada a necessidade de que as ações sejam precedidas de operações de Inteligência, inclusive inteligência financeira, para que obtenham sucesso, como vimos na Operação Carbono Oculto”, declarou a ministra.
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Comentários (1)
CESAR AUGUSTO DIAS MARANHAO
30.10.2025 19:59Não se deve colocar as polícias estaduais sobre o comando federal. Um governo que adora ditaduras poderá se aproveitar desse comando.