Governo do RJ intensifica cortes e acumula 668 exonerações em um mês
Medidas da gestão em exercício de Ricardo Couto atingem cargos comissionados e incluem auditoria de contratos de R$ 81 bilhões
O governo do Rio de Janeiro intensificou o corte de cargos e já acumula 668 exonerações em pouco mais de um mês de gestão interina. As medidas fazem parte de um pacote de reestruturação administrativa conduzido pelo governador em exercício, Ricardo Couto de Castro.
Na segunda-feira, 27, foram publicadas mais 30 exonerações, distribuídas entre diferentes áreas do governo estadual. As dispensas atingem principalmente cargos do segundo escalão em pastas como Casa Civil, Gabinete do Governador, Secretaria de Governo, Fazenda e Infraestrutura e Obras. Também houve desligamentos no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e na Fundação Leão XIII.
Do total mais recente, 26 exonerações foram assinadas pelo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, e quatro pelo próprio governador em exercício. Desde 24 de março, quando assumiu o comando do estado, Couto de Castro tem promovido revisão da estrutura administrativa, com foco na redução de cargos comissionados.
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Levantamento interno da atual gestão aponta que apenas nas secretarias da Casa Civil e de Governo havia cerca de 2 mil cargos comissionados em cada uma. A meta é reduzir cerca de 1,6 mil cargos, com estimativa de economia mensal que pode chegar a R$ 10 milhões. Como parte do enxugamento, três subsecretarias da Casa Civil foram extintas, a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Paralelamente às exonerações, o governo em exercício determinou a realização de uma auditoria ampla na estrutura do Executivo estadual. A medida abrange secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas, com previsão de revisão de mais de 6,7 mil contratos ativos. De acordo com a administração estadual, esses contratos somam cerca de R$ 81 bilhões.
A análise busca mapear despesas, identificar responsáveis e revisar gastos públicos, em meio ao regime de recuperação fiscal do estado.
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