Governador interino do RJ promove corte em massa e exonera mais de 500
Cortes atingem principalmente Casa Civil e Secretaria de Governo; plano prevê redução de até 40% dos cargos
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto (foto), promoveu uma ampla reestruturação administrativa no Palácio Guanabara, com centenas de exonerações.
Desde a última quinta-feira, 16, as mudanças atingiram principalmente a Casa Civil e a Secretaria de Governo, consideradas o núcleo político da gestão estadual.
Ao todo, foram 457 exonerações iniciais, número que subiu com a publicação de novas dispensas no Diário Oficial.
Em cerca de 20 dias à frente do cargo, Couto já afastou mais de 500 servidores comissionados.
O governo afirma que parte das medidas decorre de auditorias internas que identificaram inconsistências funcionais.
Segundo a gestão interina, alguns dos exonerados não tinham registros de atuação nos sistemas internos ou credenciamento institucional.
A estimativa é de que apenas uma parte desses cortes gere economia anual de cerca de R$ 8 milhões.
Levantamento interno indica que as duas principais pastas somam cerca de 4 mil servidores, e a meta é reduzir aproximadamente 40% desse total.
Além dos cortes, Couto extinguiu subsecretarias da Casa Civil, incluindo áreas como Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias. Também foi recriada a Subsecretaria-Geral, vinculada à pasta.
O governador interino também nomeou procuradores do estado para cargos estratégicos, como a Casa Civil, o Rioprevidência e a Cedae. Os dois últimos órgãos estiveram envolvidos, na gestão Cláudio Castro, em investimentos ligados ao Banco Master, alvo de investigações.
Flávio Willeman assumiu a Casa Civil com a missão de conduzir a revisão de contratos. Já Felipe Derbli de Carvalho Baptista foi nomeado para o Rioprevidência, enquanto Rafael Rolim passou a comandar a Cedae.
As mudanças ocorrem em meio à permanência de Couto no cargo, garantida por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Leia também: Acórdão do TSE não define modelo de eleição-tampão no RJ
Vacância
O cargo de governador segue ocupado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto, que assumiu a tarefa de governar o caos após o esvaziamento total da linha sucessória.
A linha sucessória de Cláudio Castro, que renunciou antes de ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de apoio político, ficou esvaziada desde que o seu ex-vice, Thiago Pampolha, foi indicado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Naturalmente, a cadeira seria assumida pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.
No entanto, o influente político de Campos dos Goytacazes acabou sendo preso por vazamento de informações de operação contra o deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho (CV).
Leia também: Gotham City fluminense
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)