Governo de SP investe R$ 1,1 bilhão em inovação e sustentabilidade agrícola
Em parceria com o Banco Mundial, programa Microbacias III quer transformar o cenário rural paulista com tecnologia, recuperação ambiental e fortalecimento produtivo
O governo do Estado de São Paulo, em parceria com o Banco Mundial, anunciou a aprovação do Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III, um investimento de R$ 1,1 bilhão destinado ao desenvolvimento rural sustentável.
Publicado no último dia 20, o programa, com duração de seis anos, visa fortalecer a produção agrícola e a infraestrutura do campo em todo o estado, beneficiando mais de 120 mil produtores rurais. A iniciativa busca impulsionar a economia local e regional, aumentar a produtividade e promover a recuperação de áreas degradadas.
Investimento estratégico e visão de futuro para o campo paulista
O investimento total de R$ 1,1 bilhão para o Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III é estruturado com R$ 800 milhões financiados pelo Banco Mundial, complementados por uma contrapartida do Tesouro Estadual. Esta alocação de recursos posiciona a iniciativa como um dos maiores programas de desenvolvimento rural sustentável já realizados no estado.
A coordenação está a cargo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), após a oficialização pela Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX).
O projeto estabelece como objetivo central o aumento do valor de venda dos produtos cultivados por agricultores familiares, através de investimentos em infraestrutura produtiva. Isso abrange agroindústrias, cooperativas e associações de produtores.
O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que o financiamento tem o propósito de “transformar a realidade dos produtores e fortalecer a produção, gestão e organização das propriedades rurais e agroindústrias de São Paulo. É só a primeira vitória”. Ele ressaltou que, em 2024, o potencial tecnológico e sustentável do agronegócio paulista foi apresentado em missão internacional ao Banco Mundial.
Metas abrangentes
Uma das prioridades do projeto é a recuperação de um milhão de hectares com sistemas produtivos sustentáveis. A iniciativa visa também a ampliação da conectividade e geolocalização nas áreas rurais, e investimentos em saneamento e infraestrutura hídrica em quinhentas propriedades.
No que tange à capacitação, o programa pretende treinar quinze mil produtores em tecnologias sustentáveis e oferecer suporte à gestão econômica e ambiental para vinte mil propriedades. O fortalecimento institucional inclui o apoio a quatrocentas e vinte associações e cooperativas, além da inclusão produtiva de cinco mil mulheres e jovens.
Outros objetivos abrangem o suporte a oitenta projetos comunitários de povos tradicionais, a capacitação de quatrocentos extensionistas rurais, e a elaboração de duzentos planos de negócio coletivos, e duzentos individuais, somando-se à formação de trezentas redes de comunidade solidária.
Execução e legado do programa
A execução do programa observará rigor técnico e transparência, conforme as diretrizes do Banco Mundial, para assegurar eficácia e impacto. A CATI, encarregada da implementação, contará com o suporte da Diretoria de Defesa Agropecuária e do Itesp.
O diretor da CATI, Ricardo Pereira, ficou satisfeito com a aprovação, enfatizando a relevância do programa no aniversário de cinquenta e oito anos da instituição.
João Brunelli Júnior, engenheiro agrônomo e responsável técnico, descreveu a iniciativa como “um impulso transformador, integrando tecnologia, sustentabilidade e organização social para dinamizar economias locais e regionais”.
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