Governo de SP investe na expansão do Ensino Médio técnico
Meta é alcançar 231 mil alunos na modalidade profissionalizante em 2026, atingindo patamar de países da OCDE
O governo de São Paulo anunciou uma significativa ampliação na oferta do Ensino Médio Técnico em sua rede de ensino. A projeção indica que o número de matrículas na modalidade profissionalizante deverá quase dobrar. Atualmente, o sistema conta com 124 mil estudantes, mas o objetivo é alcançar 231 mil jovens matriculados no próximo ano letivo.
Este crescimento foi detalhado em um evento realizado na quinta-feira, 13, no Palácio dos Bandeirantes. Ao incluir os alunos das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza, o estado passará a ter um total de 321 mil estudantes inseridos na educação profissional.
Com o aumento, cerca de 40% dos alunos das segundas e terceiras séries do Ensino Médio paulista terão dupla formação. O secretário da Educação, Renato Feder, lembrou que, no início de 2023, a rede estadual registrava cerca de 35 mil estudantes no Ensino Médio Técnico.
Expansão da formação profissional
O governador Tarcísio de Freitas comentou que, com este nível de matrículas, São Paulo alcançará um padrão comparável a países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele ressaltou que esta expansão é um exemplo para o Brasil.
O governador também salientou o alinhamento dos cursos com o desenvolvimento econômico local: “Os cursos profissionalizantes que oferecemos estão conectados com a nossa vocação, pois São Paulo é próspero no agronegócio e na indústria. Temos muitas potencialidades e precisamos de profissionais capacitados”.
Os estudantes da rede estadual têm acesso a 60 opções de formação técnica, contando com parcerias. A oferta inclui cursos ministrados por professores da Secretaria da Educação (Seduc-SP) e do Centro Paula Souza.
Entre os 11 cursos disponíveis diretamente nas escolas estaduais estão: Administração, Agronegócio, Ciência de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Enfermagem e Logística. As parcerias com o Senai e o Senac também garantem aulas em suas unidades.
Incentivo ao estágio (BEEM)
Um elemento-chave dessa política de formação é o Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM), um programa que oferece a possibilidade de estágio e remuneração. Por meio do BEEM, alunos matriculados no itinerário técnico podem se candidatar a vagas em empresas colaboradoras da Seduc-SP.
As bolsas mensais concedidas aos estudantes variam entre R$ 422,03 e R$ 851,46, com valores determinados pelo curso e pela carga horária. A Seduc-SP realiza o pagamento das bolsas e garante o seguro contra acidentes pessoais durante os primeiros seis meses.
Até o início da semana do anúncio, 9.040 estudantes já haviam sido contratados pelas empresas parceiras do BEEM. A meta estabelecida é alcançar 10 mil estagiários até o final de dezembro e elevar esse volume para 30 mil contratados em 2026.
Os interessados no BEEM devem estar matriculados na segunda ou terceira série do itinerário técnico, ter pelo menos 16 anos e manter frequência escolar igual ou superior a 85%. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, “o estudante encontra o seu caminho na experiência, trabalhando, executando e planejando além da base da Educação. O crescimento profissional exige essa experiência”.
Em reconhecimento às parcerias, a Seduc-SP criou o selo “Empresa do BEEM”. A cerimônia reconheceu 150 empresas com o maior número de estagiários e 50 escolas com mais alunos contratados.
O curso técnico de Administração concentra o maior número de estagiários via BEEM, com 5.808 alunos contratados. Outros cursos com volume elevado de contratação incluem Vendas (980 estagiários), Logística (875), Agronegócio (600) e Desenvolvimento de Sistemas (385).
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