Governo de SP doa acesso ao Canva para 3 milhões de alunos
Parceria com plataforma australiana de design garante uso gratuito por 4 anos letivos; se contratado, serviço custaria R$ 5,4 bi aos cofres públicos
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) fechou parceria com o Canva para disponibilizar, já neste ano, a versão completa da plataforma de criação visual a todos os estudantes e professores da rede estadual. São 3 milhões de alunos e mais de 200 mil docentes contemplados, sem custo para o governo. O acordo cobre os anos letivos de 2026 a 2029.
O contrato foi assinado durante a Bett UK, feira de tecnologia educacional realizada em Londres, em reunião do secretário Renato Feder com representantes da empresa australiana. Participaram do encontro Julianna da Silva, Rafael Teodoro, Jason Wilmot e Eleazar Ortiz, do lado do Canva. O acesso será fornecido por doação — se adquirido no mercado, o serviço teria valor equivalente a R$ 5,4 bilhões.
Como o acesso vai funcionar
Os estudantes e professores da rede estadual poderão entrar na plataforma pelo e-mail institucional, com o domínio @educacao.sp.gov.br. O acesso será integrado à Sala do Futuro, ambiente digital já disponível para os alunos da rede.
O Canva opera por uma interface de arrastar e soltar, com biblioteca de modelos editáveis. A plataforma permite produzir desde apresentações e infográficos até edições de vídeo. Para os professores, a ferramenta abre espaço para a produção de materiais didáticos e melhora a comunicação com as turmas.
Competências digitais em foco
Para os alunos, o uso da plataforma está associado ao desenvolvimento de habilidades como percepção visual, comunicação e criatividade — competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e valorizadas no mercado de trabalho.
A Seduc-SP prevê que os professores também terão acesso a formações oferecidas pelo Canva Educação, o que pode ampliar o uso pedagógico da ferramenta dentro e fora da sala de aula.
A iniciativa se insere em uma estratégia mais ampla da secretaria de ampliar o acesso a ferramentas digitais na educação pública paulista, reduzindo a distância entre os alunos da rede estadual e os recursos disponíveis no setor privado.
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