Governo de SP aumenta oferta de exames oncológicos no SUS
Investimento estadual já soma R$ 10,5 bilhões e beneficia 800 hospitais conveniados; cirurgias sobem 43% em três anos com reajuste
Exames de imagem cresceram 50% na rede pública de São Paulo entre 2022 e 2025, impulsionados pela Tabela SUS Paulista, programa estadual que complementa em até cinco vezes os valores pagos pelo governo federal.
No mesmo período, cirurgias oncológicas registraram alta de 43%, enquanto quimioterapia e radioterapia avançaram mais de 25%.
Investimento bilionário beneficia hospitais
O estado já repassou mais de R$ 10,5 bilhões desde a criação do programa até abril deste ano, valores destinados a 800 hospitais filantrópicos e unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde em todo o território paulista.
A iniciativa nasceu voltada aos hospitais filantrópicos, mas passou por expansão recente com a incorporação de mais de 100 hospitais municipais, distribuídos em cerca de 77 cidades do estado.
Os reajustes elevaram significativamente os valores pagos por procedimento. Um exame de PET-CT, por exemplo, passou de R$ 2.107,22 pela tabela federal para R$ 3.160,83 com a complementação estadual. A tomografia de tórax subiu de R$ 136,41 para R$ 204,61, e a ressonância de coluna cervical ou torácica foi de R$ 268,75 para R$ 403,12.
No total, o programa ampliou em 184% os recursos destinados a cirurgias oncológicas e em 269% os valores voltados ao atendimento clínico da área, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.
Números absolutos mostram salto na oferta
Em termos absolutos, a rede pública estadual realizou 1,1 milhão de tomografias a mais no período analisado, saltando de 2.408.179 procedimentos em 2022 para 3.603.418 em 2025. As ressonâncias magnéticas seguiram trajetória semelhante, passando de 480.168 para 700.452 exames — um acréscimo de 220 mil procedimentos.
O secretário de Saúde do estado, Eleuses Paiva, afirmou à Agência SP que a proposta busca corrigir uma distorção de longa data no financiamento público: “Enfrenta um problema histórico do sistema público, que é a defasagem da tabela federal em procedimentos de maior complexidade”.
De acordo com a pasta, a defasagem nos valores repassados pelo governo federal historicamente dificultava o acesso a exames de maior complexidade tecnológica, o que impactava diretamente a velocidade de diagnósticos oncológicos e a capacidade de resposta da rede pública.
Os valores pagos a cada instituição participante do programa podem ser consultados pela população no portal nies.saude.sp.gov.br/ses, mantido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
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