Governo de SP anuncia medidas urgentes após incêndio em comunidade de Santos
Estado mobiliza recursos para habitação, auxílio financeiro e assistência humanitária às vítimas de desastre na Vila Gilda
O governo do Estado de São Paulo, em colaboração com a Prefeitura de Santos, anunciou nesta sexta-feira um conjunto de medidas emergenciais e habitacionais destinado a apoiar as famílias afetadas pelo incêndio que destruiu aproximadamente cem imóveis no dique da Vila Gilda, em Santos, litoral paulista, resultou em uma morte e deixou diversas famílias desalojadas.
O incêndio, ocorrido na manhã desta sexta-feira, 1, mobilizou equipes de socorro e órgãos governamentais. A resposta oficial incluiu a rápida articulação de programas habitacionais e sociais.
Soluções habitacionais e apoio financeiro
Entre as ações de moradia, o governo autorizou a construção de 416 novas unidades residenciais. Dessas, 216 serão no Residencial Iguape, em Santos, e 200 no Residencial Vicentinos II, em São Vicente. Esses projetos, já aprovados pela iniciativa privada, terão financiamento pela Carta de Crédito Associativa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), permitindo um início célere das obras.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou que “ninguém que perdeu casa ficará desassistido, todo mundo será contemplado pelo programa habitacional do Estado. Teremos condições de acomodar todas as famílias que perderam seus imóveis com o incêndio de hoje”.
Além das novas edificações, 574 apartamentos no Condomínio Santos AB estarão disponíveis a partir de dezembro. Outros 300 imóveis no Conjunto Jabaquara serão entregues a partir de janeiro. Essas unidades integram o programa Vida Digna da CDHU, que visa transferir famílias de áreas de risco para conjuntos habitacionais regularizados. O programa totaliza 2,9 mil moradias, com 936 já concluídas e 1.996 em fase de produção.
No âmbito financeiro, o governo paulista, em parceria com a administração municipal de Santos, concederá um auxílio-moradia de R$ 1.000 para as famílias desalojadas. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS) também disponibilizará R$ 1.000 por família. Este recurso se destina à aquisição de itens essenciais, como utensílios domésticos, roupas de cama, móveis e eletrodomésticos. Os valores serão repassados após a decretação de estado de emergência ou calamidade pelo município.
Assistência social e ajuda humanitária imediata
Equipes da SEDS foram enviadas à Comunidade São Sebastião para atendimento direto às pessoas afetadas. Profissionais como psicólogos e assistentes sociais, atuando em São Vicente, podem ser mobilizados para o abrigo emergencial, conforme a necessidade identificada. Um repasse de R$ 70 mil também foi aprovado para serviços e equipamentos de Assistência Social.
A Defesa Civil do Estado forneceu 100 kits de higiene pessoal, 200 colchões, 200 jogos de cama, 200 cobertores e 200 travesseiros. O Fundo Social de São Paulo encaminhou 150 cestas básicas, 15 caixas de roupas, 2 caixas de brinquedos, 3 caixas de sapatos e itens específicos de higiene pessoal, como 121 escovas de dente e 216 sabonetes.
O Programa Bom Prato também prestou suporte alimentar imediato às vítimas do incêndio. Na sexta-feira, foram distribuídas 300 refeições no almoço e outras 300 no jantar, disponíveis nas unidades Vila Gilda (Santos) e Santos 1 – Mercado. O fornecimento diário de refeições, incluindo fins de semana, está garantido e será entregue pela prefeitura no abrigo temporário que acolhe os afetados.
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