Governador do Amapá deixa Solidariedade e se filia ao partido de Alcolumbre
Cerimônia de filiação está marcada para sexta-feira; Solidariedade perde seu único governador, e União Brasil passa a ter cinco
O governador do Amapá, Clécio Luís, deixou o Solidariedade e vai se filiar ao União Brasil na próxima sexta-feira, 30. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 27, pelo presidente do Senado e presidente do diretório amapaense do União Brasil, Davi Alcolumbre (AP).
A cerimônia de filiação ocorrerá na quadra da Igreja Jesus de Nazaré, em Macapá, a partir das 19h na sexta.
“É com orgulho que eu, como secretário-geral nacional do União Brasil e presidente do diretório estadual do Amapá convido os filiados, as lideranças políticas e você a participar do maior ato de filiação partidária do nosso estado, incluindo o meu amigo e governador Clécio Luís”, diz Alcolumbre, em vídeo publicado no Instagram.
Clécio Luís foi eleito governador do Amapá em 2022, no primeiro turno, com 222.168 votos. Ele disputou a eleição filiado ao Solidariedade. Neste ano, deve concorrer à reeleição, em outubro.
Em sua trajetória, Clécio já foi filiado também ao PT (1989-2005), Psol (2005-2016) e Rede Sustentabilidade (2016-2020). Ele foi prefeito de Macapá de 2013 a 2020.
Com sua filiação ao União Brasil, o partido passa a ter cinco governadores, considerando ainda os do Amazonas, Wilson Lima, de Goiás, Ronaldo Caiado, de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o de Rondônia, Marcos Rocha. O Solidariedade, por sua vez, passa a não ter nenhum.
Desinformação e IA são desafios das eleições?
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Se for necessário segundo turno, ocorrerá no dia 25 de outubro. Os brasileiros votarão para escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Durante as eleições, o TSE será presidido pelo ministro Nunes Marques.
Nesta terça, a atual presidente do TSE, Cármen Lúcia, disse que a desinformação e a deformação da realidade por meio inteligência artificial (IA) são desafios com os quais a Justiça Eleitoral precisará lidar para que as eleições deste ano ocorram sem que o eleitor tenha seu voto “contaminado“.
A magistrada fez as declarações durante discurso na abertura de um seminário da Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação.
“A única coisa que garante uma democracia é a confiança da cidadania nas instituições que formam e conformam o poder público. A Justiça Eleitoral existe para isso. Claro, temos desafios novos, desafios que são de sempre, mas desafios, inclusive, inéditos, questões que nunca existiram. Uma delas é a questão da chamada ‘desinformação’. Nenhuma dúvida que as tecnologias, que não são boas ou ruins por si, mas pelo abuso e mau uso que se faz dela, podem levar à contaminação de eleições”, pontuou a ministra.
“Podem levar à contaminação do voto pela captura da vontade livre do eleitor. Com as mentiras tecnologicamente divulgadas, com a chamada desinformação, que deforma, transtorna, ilude e, portanto, ao invés de garantir o direito constitucional à informação, passam a desinformar, isso pode levar que alguém vote achando que está votando numa pessoa que o representa e que, no final, se descobre que aquilo não passava de uma falsidade na qual ele depois diz ‘eu não votaria se soubesse’”.
Cármen Lúcia prosseguiu: “O que temos que fazer é garantir que esse tipo de situação não possa progredir. Porque este é um dado que o mundo inteiro hoje olha com muito cuidado. Desinformação é um dado. A inteligência artificial é, sim, um dado novo que pode levar a uma transformação até de situações que o tempo todo fazem com que falsidades passem para todos nós como se fossem situações verídicas, sendo que não há correspondência entre o fato e o que você recebe em redes sociais, pelas vias tecnológicas”.
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