“Gonet repete veneno usado por Moraes”, diz Flávio
Senador afirmou que o PGR também pode ser alvo das sanções aplicadas pelas autoridades americanas
O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou o pedido do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet (PGR), de solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar a conduta do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Flávio, que classificou a atitude de Gonet como uma “cagada”, afirmou que ele “usa o seu poder para perseguir um parlamentar que está buscando ajuda internacional”.
Além disso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontou que o PGR “repete o veneno” usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cuja ação poderá levá-lo a ser sancionado pelo governo Trump.
“Enquanto não estavam levando fé, o “bananinha” era motivo de piada e sua atuação não era criminosa. Agora que estão vendo que é sério, Gonet repete o veneno usado por Alexandre de Moraes – que pode levá-lo a ser sancionado pelo governo americano – para aumentar a perseguição a “Eduardo Bolsonaro”. Duas supostas vítimas (Gonet e Moraes), que deveriam se declarar impedidas, fazendo parte do processo: uma inventa o crime e a outra já está com a condenação pronta.
Como não enxergam que é exatamente isso que está levando a maior democracia do mundo a sancionar autoridades brasileiras? Essa foi a metodologia fora da lei usada por Moraes para perseguir cidadãos e empresas americanas. E, lógico, deu errado! E com a iniciativa mesquinha de instaurar um inquérito fake contra Eduardo Bolsonaro, Gonet faz mais uma “cagada” e ratifica às autoridades americanas o estado de exceção vigente no Brasil. Inscreveu-seu com força no rol de possíveis sancionados junto com Moraes! Eu já vi pessoas carregarem um caixão até a cova, mas nunca tinha visto ninguém se enterrar junto”, escreveu no X.
Na semana passada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que há “grande possibilidade” de a Lei Magnitsky ser aplicada a Moraes.
Moraes abre inquérito
Moraes atendeu ao pedido de Gonet e instaurou um inquérito nesta segunda-feira, 26, para investigar a atuação de Eduardo nos EUA.
“Considerando os fatos narrados e a documentação trazida pela Procuradoria-Geral da República, nos termos dos artigos 9º, inciso I, “l” e 21, inciso XV do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DETERMINO A INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO EM FACE DE EDUARDO NANTES BOLSONARO, para apuração da suposta prática dos crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1 º, da Lei 12.850/13) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)“, decidiu Moraes.
Em sua decisão, Moraes determinou que a PF realize o “monitoramento e preservação de conteúdo postado nas redes sociais do sr. Eduardo Bolsonaro, que guarde pertinência com o exposto nesta petição”.
Além disso, o ministro decidiu que os esclarecimentos de Eduardo Bolsonaro – que está fora do território brasileiro – podem ser dados por escrito.
Moraes determinou ainda que a Polícia Federal (PF) realize oitiva para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “preste esclarecimentos a respeito dos fatos, dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita e já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”.
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Pedido de Gonet
No pedido ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz que desde o início do ano passado, Eduardo “vem, reiterada e publicamente, afirmando que está se dedicando a conseguir do governo dos Estados Unidos a imposição de sanções contra integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal, pelo que considera ser uma perseguição política a si mesmo e a seu pai”.
“As publicações se dão, sobretudo, em postagens em redes sociais, que reverberam em outros canais de mídia, bem como em entrevistas diretas a veículos de imprensa”, afirma Gonet.
“Há um manifesto tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na Ação Penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação”.
Paulo Gonet não cita qualquer declaração de Eduardo Bolsonaro que relacione diretamente ao processo que atinge seu pai, Jair Bolsonaro, as medidas buscadas pelo deputado federal licenciado nos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes, o próprio procurador-geral da República e agentes da Polícia Federal.
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