Gonet atuou com Moraes fora do rito jurídico, diz ex-assessor do TSE
Eduardo Tagliaferro mostrou a senadores mensagens que indicariam atuação informal do PGR junto ao ministro do STF
O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta terça-feira, 2, durante uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública do Senado, que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, atuou ao lado do ministro Alexandre de Moraes fora do rito jurídico.
Em audiência presidida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tagliaferro apresentou prints de conversas de aplicativos de celular, que seriam referentes a diálogos entre ele, Gonet e um assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).
Segundo Tagliaferro, as mensagens comprovam a participação do PGR em procedimentos que extrapolam as normas jurídicas, sugerindo conluio entre o Ministério Público e o ministro Alexandre de Moraes, à época presidente do TSE.
“Se houver registro das [publicações] que foram mantidas, seria ainda melhor”, escreveu Gonet, então vice da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), em uma das conversas mostradas por Tagliaferro.
Em outro print, uma pessoa identificada como Lucas – que seria secretário-executivo da PGE à época – envia uma mensagem a Tagliaferro, a pedido de Gonet, afirmando que gostaria de tratar “sobre um assunto que do Dr. Paulo tratou com o Ministro Alexandre [de Moraes] hoje mais cedo”.
Na sequência da, Lucas informa que Moraes encaminhou a Gonet um vídeo, e que eles precisam de ajuda de Tagliaferro para identificar autor da publicação original.
As trocas entre os dois assessores, segundo os prints, seguiram até março de 2023.
Durante a apresentação das provas, Tagliaferro mostrou para as câmeras o número de telefone atribuído ao procurador-geral.
A sessão foi transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Senado.
Tagliaferro, que está na Itália, repetiu muito do que vem dizendo desde que o escândalo da Vaza Toga revelou a utilização da estrutura do TSE por Moraes para abastecer processos no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo depois do fim da eleição de 2022, por meio do monitoramento do discurso de apoiadores de Jair Bolsonaro nas redes sociais, inclusive parlamentares.
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Comentários (3)
Otreblig50
03.09.2025 07:00OPERAÇÃO ANTI LAVA A JATO 2. Demorou mas chegou. Tentativa de utilizar a mesma DESCULPA ESFARRAPADA contra os EXECUTORES da Lei penal contra MALFEITORES POLÍTICOS de grande porte. A artimanha funcionou contra Moro ( Peixe pequeno ). Quero ver funcionar em BRIGA DE CACHORRO GRANDE !!!!
Andre Luis Dos Santos
02.09.2025 20:48Ah, mas esse tipo de "interação" entre a procuradoria e o juiz só e um problema no caso do Dallagnol de do Moro. Como os "seres supremos" são todos, na verdade, anjos, não tem problema nenhum.
Angelo Sanchez
02.09.2025 19:38A gang judicial que detesta democracia e enterrou a constituição, persegue Bolsonaro sem trégua. Aconteceu o mesmo nos EUA com o atual presidente Trump, foi perseguido o tempo todo, mas os eleitores perceberam a nojeira toda e Trump venceu com tudo, incluído todo o Congresso.