Golpes com dados biométricos crescem e afetam milhares de brasileiros
Golpes com dados biométricos estão crescendo e podem usar sua foto para abrir contas. Saiba como se proteger e agir.
Os golpes que utilizam dados biométricos têm se tornado cada vez mais comuns, especialmente devido ao uso crescente dessa tecnologia em diversas áreas. Dados biométricos, como reconhecimento facial e impressões digitais, são amplamente utilizados em cadastros de instituições financeiras, portais governamentais e transações que envolvem bens. Criminosos aproveitam-se dessas informações para criar ou acessar contas bancárias e realizar empréstimos em nome das vítimas.
Além disso, há casos em que os golpistas financiam automóveis e outros bens, utilizando os dados coletados de forma fraudulenta. Essa prática tem gerado preocupações significativas, uma vez que a vítima pode enfrentar dificuldades para provar que não foi responsável pelas transações realizadas em seu nome.
Como os golpistas utilizam dados biométricos?
Os criminosos que realizam esses golpes frequentemente utilizam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas. Eles podem se passar por representantes de empresas ou órgãos governamentais, solicitando fotos ou vídeos da vítima realizando movimentos faciais específicos. Com essas imagens, os golpistas conseguem burlar sistemas de reconhecimento facial e acessar informações sensíveis.
Outra estratégia comum é a obtenção de dados pessoais por meio de chamadas telefônicas ou mensagens, onde o golpista já possui algumas informações e tenta confirmar outras, como o nome da mãe da vítima. Essa abordagem pode parecer legítima, mas é uma forma de coletar dados adicionais para completar o perfil da vítima.
Como se proteger contra golpes biométricos?
Para se proteger contra esses golpes, é fundamental estar atento a ofertas que parecem boas demais para ser verdade, como promessas de emprego ou distribuição de cestas básicas.
Além disso, é importante não compartilhar ou confirmar dados pessoais que o atendente indique parcialmente. Em caso de dúvida, deve-se entrar em contato com os canais oficiais da empresa para verificar a autenticidade da solicitação. Em abordagens presenciais, como por agentes de saúde, é essencial verificar se os atendentes estão devidamente identificados com uniformes e crachás.
O que fazer se for vítima de um golpe?

Se houver suspeita de que foi vítima de um golpe, uma das primeiras ações é consultar o Registrato, uma ferramenta do Banco Central, para verificar se há empréstimos, financiamentos ou contas abertas em seu nome. Caso sejam identificadas atividades suspeitas, é crucial entrar em contato com o banco onde a transação foi realizada e registrar um boletim de ocorrência.
A denúncia pode ser feita em uma delegacia da Polícia Civil, de forma presencial ou virtual, ou ainda na Polícia Federal ou Ministério Público. A SaferNet Brasil, uma organização não governamental, também oferece um canal de denúncias e conta com especialistas que podem orientar as vítimas nesse processo.
Como o Comprova pode ajudar na verificação de golpes?
O Comprova é uma iniciativa que monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente aqueles relacionados a políticas públicas, eleições e possíveis golpes digitais. A plataforma realiza verificações dos conteúdos duvidosos que mais viralizam, ajudando a esclarecer a veracidade das informações.
Os usuários também podem sugerir verificações ao Comprova por meio do WhatsApp, contribuindo para a identificação e prevenção de golpes. Essa colaboração é essencial para manter a segurança digital e proteger os dados pessoais de possíveis fraudes.
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