Gleisi recebeu o presidente da escola que homenageou Lula no Planalto
Atividades da ministra de Lula não têm relações com a promoção de atividades culturais
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), recebeu o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, pelo menos duas vezes no Palácio do Planalto em 2025.
Os encontros ocorreram em 2 e 16 de outubro, no 4º andar da sede do Poder Executivo.
Da segunda reunião, participaram também André Ceciliano, número dois da pasta, Lindbergh Faria (PT-RJ), deputado federal e namorado de Gleisi, e Anderson Pipico, vereador de Niterói.
Como ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi é responsável pela articulação entre o governo Lula e o Congresso, não por promover atividades culturais.
Ação no TSE
O partido Missão protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação com pedido de liminar contra o presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, após o desfile realizado no domingo, 15, na Marquês de Sapucaí.
A sigla sustenta que a homenagem ao presidente ultrapassou o caráter cultural e assumiu contornos de campanha eleitoral fora do período permitido pela legislação.
O caso foi distribuído à ministra auxiliar da propaganda eleitoral Estela Aranha.
Segundo a petição, o desfile reuniu elementos típicos de propaganda política e não apenas celebração carnavalesca. O partido afirma que a apresentação trouxe “muitos mais elementos configuradores das irregularidades que esse TSE considera como propaganda antecipada punível”.
Entre os pontos citados estão referências a programas sociais dos governos petistas, símbolos partidários, menções ao número da legenda e gestos associados a campanhas anteriores. A ação também menciona telões com imagens da trajetória política de Lula, incluindo momentos de campanhas passadas e o uso da faixa presidencial.
Para a sigla, o conjunto da apresentação transformou a homenagem em promoção eleitoral.
O documento sustenta que houve “muitos os elementos eleitorais que convolaram a homenagem em descarada campanha eleitoral, desvirtuando completamente a liberdade de expressão cultural e carnavalesca”.
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