Gleisi elogia Motta e Alcolumbre por fim de obstrução no Congresso
Ministra das Relações Institucionais ressaltou que o Parlamento precisa votar a ampliação da isenção do IR e a PEC da Segurança
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elogiou nesta quinta-feira, 7, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela atuação de ambos diante das ocupações das Mesas Diretoras das Casas pela oposição.
Motta retomou a Mesa da Câmara às 22h20 na quarta, 6, após um logo período de discussões entre líderes e de líderes com o congressista em busca de um acordo para que a obstrução física da oposição fosse encerrada de maneira pacífica. Até mesmo o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) foi consultado por lideranças. No fim, os oposicionistas desocuparam os assentos e a Polícia Legislativa não precisou atuar.
Já a Mesa Diretora do Senado foi retomada por Alcolumbre nesta quinta, após o fechamento de acordo com a oposição.
As ocupações eram em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, e para pressionar as Casas a avançarem com o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e outras matérias.
O elogio de Gleisi aos presidentes da Câmara e do Senado foi feito por meio de uma publicação no X. “Motta e Alcolumbre agiram corretamente diante do motim da oposição, que tentou impedir o funcionamento do Poder Legislativo. Retomaram o comando das Casas deixando claro que os interesses do país e do povo não podem ser submetidos às chantagens dos aliados de Jair Bolsonaro”, escreveu a ministra.
“O Congresso tem pautas importantíssimas para votar, como o projeto de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, a PEC da Segurança, a medida da isenção da luz para os consumidores até 80 kw/mês. Essa é a pauta do país, não a anistia dos golpistas”, complementou.
Motta nega acordo sobre anistia
Nesta quinta ainda, Hugo Motta negou a existência de qualquer acordo relacionado à anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro como condição para a retomada dos trabalhos legislativos.
“A presidência da Câmara é inegociável. A negociação feita pela retomada não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia prerrogativa com oposição, governo, ninguém”, disse o parlamentar, rebatendo declarações do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que havia sugerido um possível entendimento sobre o tema como parte da pacificação na Casa.
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