Gilmar defende “responsabilização” de envolvidos no 8/1 para que “jamais se repita”
Decano do STF afirmou que as defesas do réu tiveram "todas as garantias processuais próprias de um Estado de Direito"
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu na terça, 2, a responsabilização dos envolvidos na trama golpista “para que nada parecido jamais se repita”.
Durante discurso na Corte di Cassazione, em Roma, na Itália, o decano do STF afirmou que os réus tem tido direto a “todas as garantidas processuais”, como o contraditório, ampla defesa e o devido processo legal.
“A responsabilização dos envolvidos é fundamental para que nada parecido jamais se repita. E importa ressaltar: aos réus tem sido devidamente conferido um julgamento justo, com todas as garantias processuais próprias de um Estado de Direito (o mesmo que tentaram destruir): devido processo, contraditório, ampla defesa”, disse.
“O julgamento tem recebido atenção do Brasil e do mundo, não apenas pelo seu impacto imediato, mas pelo que simboliza”, continuou.
Para Gilmar, “graças à atuação firme” das instituições brasileiras, “- em especial do Poder Judiciário –, a democracia resistiu, e está de pé, mais viva e forte do que nunca”.
Leia mais: “Se o julgamento for jurídico, não há por que condenar Bolsonaro”, diz advogado
Defesa de Bolsonaro
O advogado Celso Sanchez Vilardi, responsável pela defesa de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 3, durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista, não haver “uma única prova” que vincule o ex-presidente ao plano de assassinato de autoridades ou aos atos do 8 de janeiro.
O [ex-]presidente […] não atentou contra o Estado democrático de Direito”, disse Vilardi.
“Não há uma única prova que atrele o [ex-]presidente ao Punhal Verde e Amarelo, Operação Luneta e 8 de Janeiro. Aliás, nem o delator, que eu sustento que mentiu contra o presidente da República, nem ele chegou a dizer de participação de Punhal, Luneta, Copa e 8 de Janeiro. Não há uma única prova”, acrescentou.
Segundo o advogado de Bolsonaro, a investigação da Polícia Federal começou com a apreensão do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.
“Esse é o epicentro, a pedra de toque do processo. A minuta e a colaboração [de Cid]. O que acontece é que, depois, a verdade é que é uma sucessão inacreditável de fatos”, disse.
Assista às defesas desta quarta, 3.
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Comentários (2)
Fabio B
03.09.2025 17:31No fundo, a corda só arrebenta mesmo no lado fraco. O Bolsonaro, mesmo condenado e preso, não deve ficar muito tempo, deve no mínimo conseguir cumprir a pena na sua mansão luxuosa. Já os doidinhos, que foram iguais uns otários no nome do seu mito quebrar tudo e pedir "intervenção militar com Bolsonaro", que paguem o preço da burrice e saiam só depois de cumprir 1/5 de suas respectivas penas.
MARCEL SILVIO HIRSCH
03.09.2025 15:34Jamais imaginei concordar com Gilmar Mendes, mas tentativa de Golpe de Estado e Vandalismo devem ser punidos de forma exemplar, e que nenhuma "autoridade" oportunista possa anistiar.