Gayer critica ministros do STF e chama Lula de “satanás”
"O número de pessoas que apoiam o Bolsonaro cresceu e ultrapassou as pessoas que apoiam... o Satanás do Lula", afirmou o deputado
O deputado federal Gustavo Gayer (PL) criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ampliação da responsabilização das plataformas digitais por conteúdos postados por usuários, durante manifestação bolsonarista realizada neste domingo, 29, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Gayer reproduziu trechos dos votos dos ministros, entre eles o de Cármen Lúcia sobre os “213 milhões de pequenos tiranos“, com críticas ao novo entendimento do Supremo sobre a utilização das redes sociais.
O deputado também afirmou que o ex-presidente cresceu nas últimas de intenção de voto para as eleições de 2026 e “ultrapassou as pessoas que apoiam o Satanás do Lula.”
“Nunca estivemos tão fortes quanto agora. Uma pesquisa que saiu na semana passada mostra que as pessoas que apoiam o Bolsonaro cresceu e ultrapassou as pessoas que apoiam… o Satanás do Lula. E agora eles estão votando pela censura, Silas Malafaia”, afirmou.
Também estiveram presentes no ato os governadores Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Romeu Zema, de Minas Gerais e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.
Em cima do trio elétrico, acompanhavam Bolsonaro o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, congressistas bolsonaristas e apoiadores do ex-presidente.
A manifestação teve como tema “Justiça Já”, e tem inclusive música-tema, com o refrão “Volta, capitão”, que critica o aumento dos preços de alimentos básicos, como arroz, carne e feijão e apela por seu retorno à Presidência.
Inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)e pressionado pelo julgamento que determinará sua participação nos atos golpistas do 8 de janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro testou sua popularidade e sua capacidade de mobilização em mais um ato realizado na Avenida Paulista.
Julgamento de Bolsonaro no STF
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, encerrou na sexta-feira, 27, a fase de instrução penal da ação que tramita no Tribunal sobre a tentativa de golpe no país. Assim, o processo entra na sua reta final e estará pronto para ser julgado no final de agosto ou início de setembro.
Pela decisão de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para apresentar suas alegações finais e depois serão concedidos mais 15 dias para as alegações finais do tenente-coronel Mauro Cid – que assinou acordo de delação premiada sobre essa ação.
Por fim, Moraes concedeu outros 15 dias para que as demais defesas também apresentem suas alegações finais.
Dessa forma, Moraes estabeleceu um período de 45 dias para a apresentação dos últimos argumentos relacionados à ação do golpe. Como o Poder Judiciário entra em recesso na segunda quinzena de julho – e automaticamente os prazos são momentaneamente suspensos – a expectativa é que o processo esteja pronto para julgamento na última semana de agosto ou primeira semana de setembro.
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