G4 abre Sabatina O Antagonista com recado aos presidenciáveis
Tallis Gomes, cofundador da G4 Educação, afirmou que os presidenciáveis passarão por uma "entrevista de emprego" diante de empresários
A sabatina de O Antagonista e G4, uma das maiores empresas de educação executiva e soluções empresariais do Brasil, realizada nesta terça-feira, 4 de agosto, marca o primeiro grande evento da corrida presidencial de 2026 a reunir os quatro principais presidenciáveis em um mesmo palco para apresentar propostas e debater os principais desafios do país.
Responsável por abrir o encontro, o cofundador e presidente da G4 Educação, Tallis Gomes, afirmou que os candidatos ao Palácio do Planalto seriam submetidos a uma verdadeira “entrevista de emprego” e prometeu uma sabatina marcada por perguntas duras.
“Quando um político sobe no palanque, ele fala em nome de um partido. Quando um sindicalista sobe, fala em nome de uma categoria. Hoje, quem fala é quem paga a conta. E quem paga a conta tem o direito de fazer as perguntas duras em uma entrevista de emprego”, disse.
Segundo o empresário, a comunidade formada por alunos da G4 reúne cerca de 100 mil empresas, responsáveis por 16 milhões de empregos no país. Tallis afirmou ainda que a companhia superou antecipadamente a meta de estimular a criação de 1 milhão de empregos até 2030.
“Neste ano, anunciamos em Nova York 1,94 milhão de empregos gerados diretamente pelos nossos alunos após passarem pelos produtos do G4”, afirmou.
Ao justificar o tom do evento, Tallis disse que uma cobrança rigorosa representa respeito ao cargo de presidente da República e aos eleitores.
“Sabatina mole é cortesia com candidato e traição com o eleitor. Aqui vocês verão o inverso”, declarou.
Durante o discurso, o empresário criticou a carga tributária, a burocracia e o tamanho do Estado brasileiro. Citando dados sobre tributação e o tempo gasto pelas empresas para cumprir obrigações fiscais, afirmou que o governo deixou de servir à população.
“O Estado brasileiro não serve a população. A população serve o Estado”, afirmou.
Ele também avisou aos presidenciáveis que promessas genéricas não seriam suficientes durante as entrevistas.
“Aqui, promessa sem mecanismo não é resposta. Quem disser que vai melhorar o ambiente de negócios ouvirá de volta: com que instrumento e em que prazo? Números valem mais que narrativas”, disse.
Ao encerrar a abertura da sabatina, Tallis afirmou que o encontro pretende elevar o nível do debate público e reforçou que empresários não buscam privilégios, mas um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico.
“Não estamos pedindo favor. Estamos renegociando um contrato entre o cidadão e o Estado. Aos candidatos, sejam bem-vindos e boa sorte. Vocês vão precisar menos dela e mais de substância hoje”, concluiu.
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