Flávio vai “honrar” o fim da reeleição se for eleito, diz Tarcísio
Governador de São Paulo relembrou em sabatina que senador apresentou Proposta de Emenda à Constituição prevendo a medida
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quinta-feira, 20, acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se eleito presidente da República, vai “honrar“ o fim da reeleição.
“O Flávio procurou fazer um gesto, ser signatário de uma emenda de fim da reeleição“, falou Tarcísio, em sabatina realizada por O Globo, CBN e Valor. “Porque alguma coisa deixa de ser feita porque aquele incumbente pensa: ‘tenho que me reeleger, não posso fazer isso, é impopular’. A gente precisa de pessoas que tomem o desgaste, que façam aquilo que precisa ser feito. Acredito que Flávio, caso seja eleito, vai honrar [o fim da reeleição], até porque ele é signatário da PEC“, pontuou.
A Proposta de Emenda à Constituição foi apresentada pelo senador em fevereiro. Em sabatina de O Antagonista e G4, em 4 de agosto, Flávio afirmou que, num eventual governo, trabalhará pelo fim da reeleição a presidente.
“Uma [medida] eu já fiz, que foi dar o exemplo e apresentar a PEC do fim da reeleição. Eu acredito que esse instituto, o fim da reeleição, é fundamental para que um presidente da República sente naquela cadeira e tenha compromisso com o futuro do Brasil, com as próximas gerações e sem se preocupar com a reeleição”, declarou o senador.
“É natural de qualquer ser humano, quando inicia o seu mandato, ele se preocupar como vai ser para frente. Se ele tentar uma reeleição, ele começa a se preocupar desde o primeiro dia. Então eu quero assumir esse compromisso público ainda na transição, conseguir aprovar essa PEC do fim da reeleição, para que ela já valha para o meu mandato. Eu apresentei apenas para presidente para que o processo legislativo defina qual vai ser a redação melhor”.
Impeachment de ministros
Ainda na sabatina hoje, Tarcísio falou concordar em discutir o “instrumento” do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que não ocorra uma “personalização do debate”.
“Acho que a gente não pode personalizar o debate, mas discutir o instrumento. O instrumento é válido, existe, está regulamentado? Sim. O presidente da República não pode sofrer impeachment? Sim, tivemos dois que sofreram. Se um presidente pode sofrer impeachment, um ministro também não pode? Pode, desde que também o devido processo aconteça. Aí é um processo político que tem endereço, o Senado”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)