Flávio reclama de “decisão cheia de sarcasmo” de Moraes
Ministro do STF negou pela segunda vez conceder prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reclamou nesta quinta-feira, 1º de janeiro, da “decisão cheia de sarcasmo” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou pela segunda vez conceder prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro (PL).
Ex-presidente está internado no hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral em 25 de dezembro. Posteriormente, ele realizou uma série de outros procedimentos para conter o quadro de soluços.
“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?
Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que saúde de Bolsonaro ‘melhorou’, o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão – existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde.
Leia o laudo, ser abjeto!”, escreveu Flávio no X.
A decisão de Moraes
Na decisão, o ministro afirmou que os advogados de defesa de Bolsonaro não apresentaram fatos novos que justificassem a prisão domiciliar humanitária.
“Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos.
Destaco, ainda, que, todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da Defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 (vinte e quatro) horas por dia; bem como, autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares.
Diante do exposto, nos termos do artigo 21 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEFIRO o novo pedido da Defesa, devendo o réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, após a devida liberação médica, retornar ao cumprimento de sua pena privativa de liberdade em regime fechado na Sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.”
Prisão domiciliar humanitária
Essa é a segunda vez que Moraes nega prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente protocolou o primeiro pedido em 19 de novembro de 2025.
A solicitação foi negada em 22 de novembro, dia em que Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para a Superintendência da PF.
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